Eu vou ao denominado Protesto da Geração À Rasca. Não vou devido aos Homens da Luta, nem aos Deolinda, nem ao apelo (que me agradou, apesar de desconfiar das intenções...) do Presidente da República. Vou porque estou farto de políticos da treta, da esquerda à direita, que se regem por princípios demagógicos, de puro populismo e mentira, meramente com a intenção de atingirem o poder e de por lá ficarem, o máximo de tempo possível. E não me venham dizer que eu é que estou a ser demagogo, pois eu tenho a certeza que não estou.
As provas cabais de que esta gente não presta e que se preocupa unicamente com o poder, são muitas. São, por exemplo, as últimas eleições legislativas (há um ano e meio atrás), quando o partido do governo e o seu chefe, diziam à boca cheia, que o que fazia falta eram os TGV's , os Magalhães e afins. Ou então, actualmente, onde os partidos da oposição por razões de puro tacticismo e cinismo político, não cumprem, verdadeiramente, o seu papel. O Bloco de Esquerda, apresenta uma moção de censura ridícula, que todos sabiam que não iria ser aprovada, somente com o objectivo de se demarcar da hipócrita colagem que teve ao PS, nas últimas eleições presidenciais e de ganhar terreno, na contestação ao governo, aos colegas do lado no parlamento e arqui-rivais do PCP (não se gramam mesmo...). No centro-direita, o cenário não é melhor. O PSD, cinicamente, não quer assumir já o poder, porque sabe que o pode perder rapidamente e o CDS e o seu líder Paulo Portas, não passam de verdadeiros populistas (Portas, Louçã e Sócrates, são mestres neste capítulo, em particular), armados em conservadores. As perguntas são estas: Onde está o sentido de estado desta gente? É o país que lhes interessa? Ou não serão, somente, os respectivos "quintais" de cada um? É com esta gente que isto melhora? As respostas são, respectivamente, "em lado nenhum", "claro que não", "claro que sim" e "claro que não".
Confesso, que não aderi logo a este protesto. Desconfiei. Normalmente, estas acções têm algo por trás e quando digo isto, refiro-me a uma máquina partidária qualquer. Aparentemente (e espero não estar enganado...), foi algo espontâneo, que nasceu devido a um sentimeno generalizado de uma geração que quer mas não consegue. A uma geração que, basicamente, não passa do mesmo, quer estude muito, quer trabalhe muito, que se esforçe muito, etc.
Devo dizer que não me considero dos piores. Tenho trabalho, um ordenado, cama, comida, roupa lavada e ainda consigo ter alguma diversão extra. Vivo na casa dos meus pais, trabalho a full-time desde os 18 anos e, à minha custa, consegui licenciar-me. A questão é que tenho 27 anos e como toda a gente, gostaria de sair de casa dos meus pais e ter o meu espaço. Mas como? Compre ou arrende uma casa, ao fazê-lo sozinho, grande parte do meu ordenado, ficará no pagamento do empréstimo ou na renda. A juntar isto, as despesas da própria da casa, alimentação, combustível, etc e ficaria com o quê? Mudava de casa, mas na prática, continuaria dependente da casa dos meus pais. Mudar de emprego? Para onde? Vou a entrevistas e oferecem-me o mesmo ou muito menos... Recordo-me, em gerações não muito anteriores à minha, que mais novos e com trabalhos com um rendimento perfeitamente normal, conseguiam sair de casa muito mais facilmente e construir uma vida própria. Hoje não é assim... Mas nós também temos direito a uma vida própria. Repito, que não estou a fazer-me de coitadinho. Existem situações bem mais precárias que a minha, que respeito muito e é também e, sobretudo, por elas, que amanhã vou participar no protesto, mais não seja, para marcar uma posição de descontentamento com a actual situação do país.
Algo tem que mudar. Estou farto de "crises", de "mercados", de "agências de rating" e afins. Expressões que ouvimos todos os dias e que para o comum dos mortais, significam zero! Quero um país governado, definitivamente, com pessoas com sentido de Estado, que não vendam ilusões e falem a verdade. Quero um país, onde os meus compatriotas, tenham espírito crítico e saibam distinguir gente séria, de gente mentirosa e que percebem também que o Estado, somos todos nós. Nada mais! E mais uma vez digo, que não aceito que me digam que isto é demagogia. Não é! Está provado que temos sido governados por gente irresponsável e mentirosa, exclusivamente preocupados com os seus aparelhos partidários.
Por último, queria só expressar, uma vez mais, o desejo, que não haja qualquer tipo de aproveitamento por parte dos partidos políticos deste protesto. Tal como alguém escreveu no mural do evento no Facebook, este protesto é do Povo e os partidos devem ficar em casa! Pessoalmente, não me importarei de ver pessoas dos vários partidos, presentes na manifestação de amanhã. É legítimo e normal que assim seja, visto que todos os presentes têm as suas convicções e ideologias. Agora, se me aperceber de qualquer tipo de colagem por parte de algum partido (seja ele qual for) neste protesto e se essa mesma colagem, for aceite pelos organizadores do protesto, abandonarei imediatamente o mesmo. Este protesto só será credível e só terá expressão, se for feito pelo Povo e, somente, pelo Povo. Assim seja...
PS: Espero também que grupos radicais de extrema-direita ou extrema-esquerda, não apareçam para estragar a tarde de amanhã. Espero que o pacifismo impere e que a força esteja na presença de cada um de nós.
PS2: Aqueles que querem empregos, mas que não gostam de trabalhar, aqueles que têm emprego e que nada fazem para mantê-lo, que faltam constantemente, não se aplicam nas suas tarefas, que chegam constantemente atrasados, etc., não fazem, rigorosamente, falta nenhuma neste protesto. Eles não querem trabalhar e não merecem um salário justo. Gostam de viver á custa do trabalho dos outros e o ideal nestas mentes, seria estar em casa a ganhar dinheiro, sem fazer nenhum. E todos conhecemos gente assim e não me digam que é falso... Desses eu não tenho pena nenhuma. O protesto de amanhã é para aqueles que querem, lutam e acreditam num país melhor e mais justo e não num país de preguiçosos e de "chico-espertos".
sexta-feira, 11 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Claques: A Conversa Do Costume
Depois do último derby e devido aos incidentes que se registaram, dentro e fora do estádio, mais uma vez, voltou à ordem do dia, a conversa sobre as claques, os seus propósitos, os seus excessos e a forma de os reprimir.
Na minha opinião, é mais do mesmo... Desde tenra idade que, cada vez que há um problema grave, devido a distúrbios provocados por claques, que vêm os do costume, com as soluções do costume, falar sobre o problema e, por outro lado, surgem os elementos das claques, também com os argumentos do costume, que passam, normalmente, pelo excesso de zelo da polícia ou o facto de, dizem eles, acompanharem a equipa para todo o lado, como se este facto, por si só, justificasse todas as suas acções, dando-lhe o direito de fazerem o que bem entenderem.
Devo dizer que, pessoalmente, nada me move contra claques. Já estive algumas vezes no meio de algumas (obviamente, nas claques do Benfica) e reconheço o mérito que têm no apoio e no colorido que dão a um estádio de futebol. Desde os cânticos, às fabulosas coreografias, etc, tudo isso é positivo e bonito de se ver. Além disto, conheço e sou amigo, de alguns membros de claques (do meu clube e dos rivais) e nada me move contra os mesmos. São pessoas normais, que vão para um estádio apoiar a sua equipa e, obviamente, fazer com que os os seus adversários, encontrem um ambiente difícil (insultos, assobios ou cânticos com provocações, fazem parte do ambiente de um estádio e não vem mal ao nenhum ao mundo por isso). Ou seja, são pessoas que amam o seu clube e que se limitam a apoiá-lo no seu estádio ou fora dele.
O que me insurge contra alguns membros destes grupos, são as intenções "extra" ao simples apoio aos seus clubes, que estes revelam. Por exemplo, claques que têm como membros (alguns deles, altos responsáveis das mesmas), pessoas ligadas à extrema-direita ou à extrema-esquerda e que utilizam estes grupos para divulgar e recrutar novos membros para as ideologias que defendem. É comum nos nossos estádios ver a cruz-celta, suásticas ou bandeiras de Cuba, a serem exibidas no meio destes grupos e não me parece que as mesmas tenham algum tipo de relação com algum clube português... Depois ainda temos aqueles, que marcam encontros com claques rivais para, única e exclusivamente, andarem à porrada. Além da extrema imbecilidade que este comportamento revela, isto é mais um dos típicos comportamentos de alguns membros destas organizações, que vem provar, que o suposto apoio ao seus clubes, não é mais que um mero pretexto para se dedicarem a outro tipo de actividades, que em nada têm a ver com esse suposto apoio. Por último (e deixei este exemplo para último, porque é o que mais nojo mete à minha pessoa), é a cobardia que alguns destes rapazes revelam, quando, indiscriminadamente, atacam em grupo, alguém, pelo simples facto deste, possuir algum objecto que o identifica com o clube rival. Já presenciei a isto, mais que uma vez (pais com filhos, a serem agredidos, só porque tinham um cachecol de outra cor... E, infelizmente, foi no estádio do meu clube...). É nojento, é cobarde e diz tudo acerca daqueles que o praticam.
O que me parece óbvio, é que os clubes e as direcçoes que os representam, têm uma enorme culpa no cartório. É sabido por todos, as estranhas ligações e a dependência que as direcções têm destes grupos organizados. Quer sejam para servir determinados interesses (ocultos), quer sejam por razões eleitorais. É comum (nomeadamente a norte...) certos elementos das claques, servirem de "escudo protector" a determinados dirigentes ou a servirem como meio intimidatório, para jogadores ou treinadores, de forma a que estes correspondam a determinados interesses (os tais ocultos...) dessas mesmas direcções. Por outro lado, é comum em altura de eleições nos clubes, vermos um dos candidatos a ser apoiado por gente ligada a estas organizações. Ainda recentemente, nas últimas eleições do Sporting, Bettencourt tinha ao seu lado durante a campanha eleitoral, elementos claramente identificados, com a principal claque de apoio leonina. Porquê? Obviamente, garantir uma parcela significativa de votos, de sócios ligados a estas claques. Como não há "almoços grátis" e como existem sempre contrapartidas envolvidas nestes "apoios", não é de admirar, vermos com regularidade nos nossos estádios, petardos, bolas de golfe, galinhas, etc. E não culpem a policía por isso...
No fundo, esta dependência dos clubes , aliada à imbecilidade e à estupidez mental, de alguns membros das claques (não todos, repito), são os principais culpados, na minha opinião, das tristes cenas, como aquelas que vimos na segunda-feira passada, em Alvalade. Não me parece razoável culpar policias, as revistas que são feitas (acham que a inofensiva galinha dos Super Dragões, entrou normalmente com um adepto e passou na revista?...), etc, enquanto as direcções dos nossos clubes, de uma forma mais ou menos pública, estão ligadas e se suportam nas claques. Enquanto existirem imbecis nos nossos estádios e gente com responsabilidade dependente deles, acontecimentos destes serão recorrentes.
Na minha opinião, é mais do mesmo... Desde tenra idade que, cada vez que há um problema grave, devido a distúrbios provocados por claques, que vêm os do costume, com as soluções do costume, falar sobre o problema e, por outro lado, surgem os elementos das claques, também com os argumentos do costume, que passam, normalmente, pelo excesso de zelo da polícia ou o facto de, dizem eles, acompanharem a equipa para todo o lado, como se este facto, por si só, justificasse todas as suas acções, dando-lhe o direito de fazerem o que bem entenderem.
Devo dizer que, pessoalmente, nada me move contra claques. Já estive algumas vezes no meio de algumas (obviamente, nas claques do Benfica) e reconheço o mérito que têm no apoio e no colorido que dão a um estádio de futebol. Desde os cânticos, às fabulosas coreografias, etc, tudo isso é positivo e bonito de se ver. Além disto, conheço e sou amigo, de alguns membros de claques (do meu clube e dos rivais) e nada me move contra os mesmos. São pessoas normais, que vão para um estádio apoiar a sua equipa e, obviamente, fazer com que os os seus adversários, encontrem um ambiente difícil (insultos, assobios ou cânticos com provocações, fazem parte do ambiente de um estádio e não vem mal ao nenhum ao mundo por isso). Ou seja, são pessoas que amam o seu clube e que se limitam a apoiá-lo no seu estádio ou fora dele.
O que me insurge contra alguns membros destes grupos, são as intenções "extra" ao simples apoio aos seus clubes, que estes revelam. Por exemplo, claques que têm como membros (alguns deles, altos responsáveis das mesmas), pessoas ligadas à extrema-direita ou à extrema-esquerda e que utilizam estes grupos para divulgar e recrutar novos membros para as ideologias que defendem. É comum nos nossos estádios ver a cruz-celta, suásticas ou bandeiras de Cuba, a serem exibidas no meio destes grupos e não me parece que as mesmas tenham algum tipo de relação com algum clube português... Depois ainda temos aqueles, que marcam encontros com claques rivais para, única e exclusivamente, andarem à porrada. Além da extrema imbecilidade que este comportamento revela, isto é mais um dos típicos comportamentos de alguns membros destas organizações, que vem provar, que o suposto apoio ao seus clubes, não é mais que um mero pretexto para se dedicarem a outro tipo de actividades, que em nada têm a ver com esse suposto apoio. Por último (e deixei este exemplo para último, porque é o que mais nojo mete à minha pessoa), é a cobardia que alguns destes rapazes revelam, quando, indiscriminadamente, atacam em grupo, alguém, pelo simples facto deste, possuir algum objecto que o identifica com o clube rival. Já presenciei a isto, mais que uma vez (pais com filhos, a serem agredidos, só porque tinham um cachecol de outra cor... E, infelizmente, foi no estádio do meu clube...). É nojento, é cobarde e diz tudo acerca daqueles que o praticam.
O que me parece óbvio, é que os clubes e as direcçoes que os representam, têm uma enorme culpa no cartório. É sabido por todos, as estranhas ligações e a dependência que as direcções têm destes grupos organizados. Quer sejam para servir determinados interesses (ocultos), quer sejam por razões eleitorais. É comum (nomeadamente a norte...) certos elementos das claques, servirem de "escudo protector" a determinados dirigentes ou a servirem como meio intimidatório, para jogadores ou treinadores, de forma a que estes correspondam a determinados interesses (os tais ocultos...) dessas mesmas direcções. Por outro lado, é comum em altura de eleições nos clubes, vermos um dos candidatos a ser apoiado por gente ligada a estas organizações. Ainda recentemente, nas últimas eleições do Sporting, Bettencourt tinha ao seu lado durante a campanha eleitoral, elementos claramente identificados, com a principal claque de apoio leonina. Porquê? Obviamente, garantir uma parcela significativa de votos, de sócios ligados a estas claques. Como não há "almoços grátis" e como existem sempre contrapartidas envolvidas nestes "apoios", não é de admirar, vermos com regularidade nos nossos estádios, petardos, bolas de golfe, galinhas, etc. E não culpem a policía por isso...
No fundo, esta dependência dos clubes , aliada à imbecilidade e à estupidez mental, de alguns membros das claques (não todos, repito), são os principais culpados, na minha opinião, das tristes cenas, como aquelas que vimos na segunda-feira passada, em Alvalade. Não me parece razoável culpar policias, as revistas que são feitas (acham que a inofensiva galinha dos Super Dragões, entrou normalmente com um adepto e passou na revista?...), etc, enquanto as direcções dos nossos clubes, de uma forma mais ou menos pública, estão ligadas e se suportam nas claques. Enquanto existirem imbecis nos nossos estádios e gente com responsabilidade dependente deles, acontecimentos destes serão recorrentes.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Afinal Quem É Que É Parvo?
Sinceramente, nos últimos dias, tem feito alguma confusão à minha pessoa, a conversa acerca da música dos Deolinda, "Parva Que Sou". Confesso, que não consigo entender o porquê, de tanto comentário, textos e discussões inflamadas (que chegam quase ao insulto), em redor de uma simples música.
Tanto não percebo os que dizem que os Deolinda (banda que estimo) são os porta-vozes de uma geração, como não consigo entender, o porquê de tantos intelectuais (incluíndo os "pseudo"...) terem ficado tão chocados e ofendidos com uma simples canção.
Para mim, "Parva Que Sou", não passa daquilo que realmente é: uma mera canção. Diga-se até, que no reportório dos Deolinda, encontram-se momentos bem mais inspirados, do que aquele que é protagonizado por esta cantiga. Interpreto "Parva Que Sou", como um simples desabafo por parte de quem a escreveu. Nada mais. Aliás, esta "converseta", faz lembrar outra bem recente, acerca de "Sem Eira, Nem Beira" dos Xutos, que também deu azo a acessa discussão e que a banda, na minha opinião, não geriu de uma forma particularmente feliz (não se pode ser sempre perfeito...).
Fazer destas músicas "porta-estandartes" do que quer que seja, é um exagero, uma enorme manobra de aproveitamento por parte de alguns interessados (nomeadamente políticos) e, em abono da verdade, uma jogada de marketing que acaba por favorecer as bandas, mesmo que as mesmas não tenham essa intenção (atenção, falo dos Deolinda que estimo e dos Xutos que, para quem me conhece, sabe o que representam para mim). Por outro lado, também acho estúpido e de mau gosto, apelidar as bandas que criaram estas músicas de hipócritas ou "bimbas", tudo porque escreveram uns desabafos acerca da situação do país, em forma de verso, e acabaram por inclui-los numa música, não tendo, certamente, a intenção que as mesmas ganhassem as proporções que acabaram por ter.
Posto isto, acho que rídiculo mesmo, é o tempo que se perde a discutir aquilo que (repito), não passa de uma simples canção em forma de desabafo, critíca ou outra coisa qualquer, mas que não é nada mais do que isso mesmo. Apetece-me até escrever, que isso é que é, para mim, extremamente...parvo.
PS: Ao falar neste assunto, acabei por tornar-me em mais um dos ditos parvos. Eu sei que sim. Mas no meio de tanta parvoísse nos últimos dias, acabo por ser só mais um...
Tanto não percebo os que dizem que os Deolinda (banda que estimo) são os porta-vozes de uma geração, como não consigo entender, o porquê de tantos intelectuais (incluíndo os "pseudo"...) terem ficado tão chocados e ofendidos com uma simples canção.
Para mim, "Parva Que Sou", não passa daquilo que realmente é: uma mera canção. Diga-se até, que no reportório dos Deolinda, encontram-se momentos bem mais inspirados, do que aquele que é protagonizado por esta cantiga. Interpreto "Parva Que Sou", como um simples desabafo por parte de quem a escreveu. Nada mais. Aliás, esta "converseta", faz lembrar outra bem recente, acerca de "Sem Eira, Nem Beira" dos Xutos, que também deu azo a acessa discussão e que a banda, na minha opinião, não geriu de uma forma particularmente feliz (não se pode ser sempre perfeito...).
Fazer destas músicas "porta-estandartes" do que quer que seja, é um exagero, uma enorme manobra de aproveitamento por parte de alguns interessados (nomeadamente políticos) e, em abono da verdade, uma jogada de marketing que acaba por favorecer as bandas, mesmo que as mesmas não tenham essa intenção (atenção, falo dos Deolinda que estimo e dos Xutos que, para quem me conhece, sabe o que representam para mim). Por outro lado, também acho estúpido e de mau gosto, apelidar as bandas que criaram estas músicas de hipócritas ou "bimbas", tudo porque escreveram uns desabafos acerca da situação do país, em forma de verso, e acabaram por inclui-los numa música, não tendo, certamente, a intenção que as mesmas ganhassem as proporções que acabaram por ter.
Posto isto, acho que rídiculo mesmo, é o tempo que se perde a discutir aquilo que (repito), não passa de uma simples canção em forma de desabafo, critíca ou outra coisa qualquer, mas que não é nada mais do que isso mesmo. Apetece-me até escrever, que isso é que é, para mim, extremamente...parvo.
PS: Ao falar neste assunto, acabei por tornar-me em mais um dos ditos parvos. Eu sei que sim. Mas no meio de tanta parvoísse nos últimos dias, acabo por ser só mais um...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
À Campeão
Antes de mais, devo dizer que ver o Benfica (mesmo que seja na televisão) a norte, é bem possível que dê sorte (rimou e tudo). Talvez no dia, em que a minha presença se fizer sentir no estádio, onde o apedrejamento do autocarro do Glorioso é já uma tradição, a humilhação dos azuis se faça sentir em grande escala. Talvez nem o pé esquerdo de Helton a possa evitar...
Mas as suposições não interessam para nada. Real foi a indiscutível vitória do Campeão. Real foi a personalidade dos de vermelho. Real (e justiça seja feita ao rapaz) foi o "jogão" de César Peixoto. Verdade "verdadinha", foi o banho táctico que Jesus deu ontem. E eu, que aqui o critiquei naquela maldita noite de Novembro, não ficaria descansado se não fizesse o meu elogio ao senhor, no mesmo local onde o critiquei.
Para quem tinha dúvidas (nomeadamente os de azul, normalmente, com o apoio dos seus fíéis amigos de verde...) o Benfica consegue ganhar ao Porto (e no Porto), com Hulk em campo (já sei que agora quem fazia mesmo falta era o Falcão...).
Para terminar, quero que fique claro que não acho a eliminatória resolvida. Tenho a mínima inteligência (acredito que a equipa do Benfica também), para perceber que o Porto, pode vir à Luz discutir a eliminatória. Contudo, o jogo de ontem, para nós benfiquistas, era mais que uma simples 1ª mão. Era o jogo de devolver o respeito que o nosso clube merece. Agradeço à equipa a dignidade, a personalidade e o talento demonstrados, que encheram de orgulho o rapaz que escreve este texto e mais uns quantos milhões. Fui feliz a norte.
Mas as suposições não interessam para nada. Real foi a indiscutível vitória do Campeão. Real foi a personalidade dos de vermelho. Real (e justiça seja feita ao rapaz) foi o "jogão" de César Peixoto. Verdade "verdadinha", foi o banho táctico que Jesus deu ontem. E eu, que aqui o critiquei naquela maldita noite de Novembro, não ficaria descansado se não fizesse o meu elogio ao senhor, no mesmo local onde o critiquei.
Para quem tinha dúvidas (nomeadamente os de azul, normalmente, com o apoio dos seus fíéis amigos de verde...) o Benfica consegue ganhar ao Porto (e no Porto), com Hulk em campo (já sei que agora quem fazia mesmo falta era o Falcão...).
Para terminar, quero que fique claro que não acho a eliminatória resolvida. Tenho a mínima inteligência (acredito que a equipa do Benfica também), para perceber que o Porto, pode vir à Luz discutir a eliminatória. Contudo, o jogo de ontem, para nós benfiquistas, era mais que uma simples 1ª mão. Era o jogo de devolver o respeito que o nosso clube merece. Agradeço à equipa a dignidade, a personalidade e o talento demonstrados, que encheram de orgulho o rapaz que escreve este texto e mais uns quantos milhões. Fui feliz a norte.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Os Capitães Já Não São Marujos
Modéstia à parte, eu avisei. Quando os avistei, pela primeira vez, no mesmo palco onde ontem os voltei a reencontrar, fiquei com a clara sensação, que aqueles jovens adolescentes, poderiam tornar-se em algo de sério na música pop deste país. Pois bem, ainda não são um caso sério, mas para lá caminham, de uma forma consistente e madura.
Ontem, no tal palco onde tudo começou (Santiago Alquimista), Os Capitães da Areia deram um verdadeiro concerto. Uma coisa a sério, mesmo quando os imprevistos aconteceram. A evolução está bem patente, para quem como eu, os tem acompanhado desde início. A título de exemplo, pela primeira vez, observei Capitão Pedro a cantar sem esforço. Isto é, em ocasiões anteriores, ficava com a sensação que poderia haver um banho de sangue em palco, pois as cordas vocais do rapaz davam a assustadora ideia, que poderiam rebentar a qualquer momento. Ontem a coisa foi bem diferente. O frontman d'Os Capitães não só cantou sem esforço como, ao mesmo tempo, conseguiu manter a sua postura em palco, que já é quase uma imagem de marca. Uma estranha mistura de Jarvis Cocker com Liam Gallagher, com calças azuis e t-shirt dentro das mesmas.
O resto da banda também amadureceu. Com um novo Capitão nas teclas, a banda está cada vez mais coesa e descontraída. Mesmo quando no início do concerto, o Capitão Tiago ficou sem uma corda da sua guitarra, a banda soube ultrapassar bem a situação, fazendo uma actuação exemplar, que surpreendeu e aqueceu, o muito bem composto, Santiago Alquimista.
Enfim... Eu sou suspeito. Sei bem que sou. Mas com canções como O Nascimento de Tróia ou Senhora das Indecisões, contínuo com a mesma convicção, que Os Capitães da Areia são (e peço perdão por me repetir) o futuro da pop feita em português. Este ano será o começo desse mesmo futuro.
Ontem, no tal palco onde tudo começou (Santiago Alquimista), Os Capitães da Areia deram um verdadeiro concerto. Uma coisa a sério, mesmo quando os imprevistos aconteceram. A evolução está bem patente, para quem como eu, os tem acompanhado desde início. A título de exemplo, pela primeira vez, observei Capitão Pedro a cantar sem esforço. Isto é, em ocasiões anteriores, ficava com a sensação que poderia haver um banho de sangue em palco, pois as cordas vocais do rapaz davam a assustadora ideia, que poderiam rebentar a qualquer momento. Ontem a coisa foi bem diferente. O frontman d'Os Capitães não só cantou sem esforço como, ao mesmo tempo, conseguiu manter a sua postura em palco, que já é quase uma imagem de marca. Uma estranha mistura de Jarvis Cocker com Liam Gallagher, com calças azuis e t-shirt dentro das mesmas.
O resto da banda também amadureceu. Com um novo Capitão nas teclas, a banda está cada vez mais coesa e descontraída. Mesmo quando no início do concerto, o Capitão Tiago ficou sem uma corda da sua guitarra, a banda soube ultrapassar bem a situação, fazendo uma actuação exemplar, que surpreendeu e aqueceu, o muito bem composto, Santiago Alquimista.
Enfim... Eu sou suspeito. Sei bem que sou. Mas com canções como O Nascimento de Tróia ou Senhora das Indecisões, contínuo com a mesma convicção, que Os Capitães da Areia são (e peço perdão por me repetir) o futuro da pop feita em português. Este ano será o começo desse mesmo futuro.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Em Branco
Sim. Refiro-me ao meu voto de hoje. Uma campanha triste, com candidatos tristes (apesar de um ser Alegre...), é o que merece, no mínimo. Aliás, dar-me ao trabalho de ir votar, já é de si discutível e apesar de achar o voto um "bem" demasiado precioso, que foi conquistado pela luta de alguns (não tantos e não só, por aqueles que, normalmente, se auto-denominam "donos" da revolução de Abril...), tenho que aceitar que esta pobreza de ideias, é um convite enorme a ficar em casa, com os pés quentes e debaixo de um cobertor. A outra possibilidade, bem mais cómica, era a de votar no candidato Coelho. E não foram poucos, parece-me...
Muito mau. Foi uma campanha baseada em ataques pessoais, onde as questões principais foram aquelas que pôem em causa a honra de certos candidatos e onde ninguém conseguiu memorizar uma ideia forte de um candidato em relação ao país. Não ponho em causa que essas questões de honra e de lísura são relevantes e que devem ser esclarecidas (sim, sr. Presidente Cavaco, por mais que custe, deve esclarecer...). Mas caramba, não haverá outros temas, bem mais relevantes, para serem discutidos? Num momento de crise, como aquele em que vivemos, não há uma ideia relevante para o nosso futuro? Tem que haver. E se não há, é porque esta gente que se candidata é fraca e é completamente manipulada por interesses partidários (e outros..), limitando-se a passar quinze dias de campanha, a efectuar ataques pessoais ou a debitar banalidades, que todos já ouvimos, vezes sem conta.
E no meio deste "pantanal", não consigo dissociar os nossos jornalistas disto tudo. Não serão eles, certamente, os culpados pelos maus políticos que temos. De qualquer modo, não tendo responsabilidade na miséria política deste país, penso que estes têm a obrigação e o dever, de "estimular", positivamente, aqueles que se candidatam a cargos políticos ou públicos. Isto é, não se limitarem a acompanhar os candidatos nas famosas arruadas e comícios, mostrando somente as "gaffes" e os momentos rídiculos de cada um dos dias de campanha, mas também pondo questões pertinentes, a que nós, cidadãos (e clientes dos meios de comunicação social), queremos e temos o direito de ver respondidas. Ainda na última sexta-feira, mínutos antes de se iniciar o tal período de reflexão, Maria João Avilez, alertava para isto mesmo e eu estou plenamente de acordo.
Enfim, neste triste cenário, vazio de ideias, onde ninguém me agrada a 100%, recuso-me a votar no "menos mau" (apesar de achar que há um...). O respeito que (ainda) tenho pelo voto e por aqueles que o tornaram legítimo neste país, assim me obriga.
Muito mau. Foi uma campanha baseada em ataques pessoais, onde as questões principais foram aquelas que pôem em causa a honra de certos candidatos e onde ninguém conseguiu memorizar uma ideia forte de um candidato em relação ao país. Não ponho em causa que essas questões de honra e de lísura são relevantes e que devem ser esclarecidas (sim, sr. Presidente Cavaco, por mais que custe, deve esclarecer...). Mas caramba, não haverá outros temas, bem mais relevantes, para serem discutidos? Num momento de crise, como aquele em que vivemos, não há uma ideia relevante para o nosso futuro? Tem que haver. E se não há, é porque esta gente que se candidata é fraca e é completamente manipulada por interesses partidários (e outros..), limitando-se a passar quinze dias de campanha, a efectuar ataques pessoais ou a debitar banalidades, que todos já ouvimos, vezes sem conta.
E no meio deste "pantanal", não consigo dissociar os nossos jornalistas disto tudo. Não serão eles, certamente, os culpados pelos maus políticos que temos. De qualquer modo, não tendo responsabilidade na miséria política deste país, penso que estes têm a obrigação e o dever, de "estimular", positivamente, aqueles que se candidatam a cargos políticos ou públicos. Isto é, não se limitarem a acompanhar os candidatos nas famosas arruadas e comícios, mostrando somente as "gaffes" e os momentos rídiculos de cada um dos dias de campanha, mas também pondo questões pertinentes, a que nós, cidadãos (e clientes dos meios de comunicação social), queremos e temos o direito de ver respondidas. Ainda na última sexta-feira, mínutos antes de se iniciar o tal período de reflexão, Maria João Avilez, alertava para isto mesmo e eu estou plenamente de acordo.
Enfim, neste triste cenário, vazio de ideias, onde ninguém me agrada a 100%, recuso-me a votar no "menos mau" (apesar de achar que há um...). O respeito que (ainda) tenho pelo voto e por aqueles que o tornaram legítimo neste país, assim me obriga.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Dia Fantástico De BTT A Sul
Acompanhado de dois amigos, Pedro e Zé, nem precisámos de ir para muito longe, para andármos em sítios bonitos. Foi durinho, custou (nomeadamente, depois de um mês, onde nenhum de nós pegou na bicicleta e em que os excessos das festas fizeram "estragos"...), mas tudo foi feito, com maior ou menor esforço. Ainda há pouco, em conversa com uma amiga, dizia que não me importava que todos os meus "cansaços", fossem provocados por motivos como os de hoje... E reafirmo.
Quero só fazer um agradecimento (ele merece) ao Zé, pelo excelente percurso que escolheu e agradecer a companhia dos meus dois amigos, que me acompanharam em 50 kms de puro BTT e diversão.
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