Costumo comprar revistas de ciclismo e BTT. Gostando eu como gosto de ciclismo, nas suas mais variadas vertentes, gosto de estar informado acerca das novidades dos ciclistas, das equipas, das corridas, das maratonas, dos passeios, das novidades acerca do treino e, obviamente, das novidades acerca das "máquinas" e do material dirigido a este desporto.
É precisamente neste ponto que quero tocar. Os testes às novas bicicletas, das diversas marcas. Para mim, faz todo o sentido que, numa publicação de ciclismo (de estrada ou BTT), sejam testados e divulgados os novos modelos de bicicletas e restante material. Nada contra. Mas, sinceramente, é preciso ocupar metade da revista com testes e mais testes? Na minha opinião, não. Admito que, até por razões comerciais e de "sobrevivência" das próprias publicações, seja necessário ocupar tanto espaço das mesmas com estes testes. Acredito que, em alguns casos, as próprias marcas patrocinem as próprias revistas ou paguem a divulgação do seu produto nas mesmas (se estou enganado, peço desculpa) e é obviamente do interesse da indústria ligada ao ciclismo que estas publicações existam, de forma a que as novidades cheguem aos consumidores. Sobre isto, tudo normal e nada contra.
O que me faz confusão, é a quantidade de páginas dedicadas a testes de bicicletas e material. Muitas vezes, é mais de 50% de uma revista dedicada testes. Pessoalmente, como amante da modalidade e praticante da mesma a "brincar", preferia que existisse uma publicação, com mais espaço para os ciclistas (os verdadeiros protagonistas), clubes (muitos deles com muita história neste desporto e que ainda se mantêm), associações, provas, maratonas, passeios, etc. Preferia ver análises mais profundas e rigorosas às diversas competições que ocorrem tanto em Portugal, como lá fora. Repito, não me incomoda e também me interessa, ver as novidades da indústria. O que acho é que um verdadeiro amante da modalidade, gostaria de ver numa revista do género, mais destaque aos pontos que atrás referi, do que propriamente uma revista inundada de testes.
Um exemplo feliz de uma publicação dedicada às bicicletas, é a nova revista Cultura de Bicicleta. E estou à vontade para dizê-lo, porque nem sequer é uma revista vocacionada para os meus gostos pessoais no que à modalidade diz respeito. É uma revista claramente vocacionada para o lazer, com uma clara aposta numa vertente mais urbana. Os pontos positivos desta publicação,na minha opinião, são exactamente, o foco em passeios, em experiências, em artigos de opinião, reportagens bem interessantes (dentro do conceito da própria publicação), etc. Além disso, tem um ponto claramente a favor: a escrita. Tenho notado que muitas vezes nas publicações que sigo, a escrita não é de todo a melhor (conseguem ser, muitas vezes, piores que eu...), sendo os textos muitas vezes repetitivos, nomeadamente quando se referem a rescaldo de maratonas ou de passeios.
Compreendo as necessidades da indústria. Compreendo as necessidades das publicações. Eu também quero novidades acerca das bicicletas e do material. Mas, por favor, eu gostava de ver mais ciclismo e menos testes.
Mostrar mensagens com a etiqueta Passeio BTT. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passeio BTT. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Dia Fantástico De BTT A Sul
Acompanhado de dois amigos, Pedro e Zé, nem precisámos de ir para muito longe, para andármos em sítios bonitos. Foi durinho, custou (nomeadamente, depois de um mês, onde nenhum de nós pegou na bicicleta e em que os excessos das festas fizeram "estragos"...), mas tudo foi feito, com maior ou menor esforço. Ainda há pouco, em conversa com uma amiga, dizia que não me importava que todos os meus "cansaços", fossem provocados por motivos como os de hoje... E reafirmo.
Quero só fazer um agradecimento (ele merece) ao Zé, pelo excelente percurso que escolheu e agradecer a companhia dos meus dois amigos, que me acompanharam em 50 kms de puro BTT e diversão.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
III Passeio BTT - Mosqueirões 2010
Já vem um pouco atrasado. Mas como mais vale tarde do que nunca..
No passado dia 5 de Dezembro, no concelho de Grândola, mais concretamente no lugar de Mosqueirões, realizou-se pelo terceiro ano consecutivo, um passeio de BTT, em que alguns amigos e familiares se juntam para um agradável passeio, por alguns dos lugares mais inóspitos do concelho de Grândola (que já é uma das "catedrais" do BTT no nosso país).
Este passeio que, como o própio nome indica, não tem qualquer intuito competitivo (apesar de haver sempre alguns "picanços"...), tem normalmente um grau de dificuldade médio baixo e uma quilometragem a rondar os 30 kms. Este ano não foi excepção, tendo sido percorridos 31 kms.
Devido a vários contratempos, o passeio foi efectuado alguns meses mais tarde do que o habitual. As condições climatéricas não estavam nada fáceis nesse fim-de-semana. Além do frio, a chuva ameaçava a sério. Contudo (talvez para compensar os anteriores contratempos), S. Pedro foi amigo. Além de ter parado de chover no preciso momento em que começou o passeio, o frio que se fez sentir na madrugada anterior, deu lugar a uma temperatura bastante amena, o que acabou por facilitar a vida a alguns dos participantes, nomeadamente àquele que vos escreve...
Tal como noutros anos, a partida e a chegada estão situadas na localidade de Mosqueirões, mais concretamente na taberna deste típico local alentejano e que é uma das mais carismáticas tabernas do concelho de Grândola. Assim sendo, partimos de Mosqueirões em direcção a Outeiro do Lobo. Depois de alguns metros em alcatrão, ao entrármos em terra batida, verificou-se que o cenário não estava fácil. Obviamente, depois de uma noite de chuva intensa, a lama era bastante. Contudo, ninguém se atemorizou. Mesmo os menos habituados a estas coisas das bicicletas, avançaram sem medos e, em abono da verdade, esta dificuldade acabou por tornar-se num aliciante extra e mais um motivo de diversão durante o passeio. Muitas foram as vezes que os pneus das bicicletas bloqueavam na lama ou que os participantes tinham que passar no meio de verdadeiros lagos. Escusado será dizer, que todos experimentaram a sensação de ficar literalmente enterrados em lama ou com água pelos joelhos. Tudo isto, tornou o passeio mais engraçado, dando-lhe um pequeno "toque" de aventura, nomeadamente para os menos habituados ao BTT.
Chegados a Outeiro do Lobo e depois de um curto abastecimento, partiu-se em direcção a Abela (concelho de Santiago do Cacém). Aqui dava-se o momento mais duro do passeio (nada por aí além). Ao entrarmos nesta localidade e para voltarmos novamente à terra, teriam que se fazer alguns quilómetros em alcatrão, que coincidiam com uma subida, com alguma inclinação, de 2kms, sensivelmente. Depois de ultrapassada esta dificuldade e de todos termos agrupado novamente, voltámos à lama e ao cenário que atrás descrevi. Água com fartura, lama, equipamentos e caras sujas de terra... A partir daqui, entrávamos na fase de regresso a Mosqueirões, já com o almoço na mente. Depois de alguns quilómetros, alcançámos a interminável recta que nos leva de volta ao local da partida e que para alguns, é sempre o momento mais penoso do passeio. É daquelas rectas que parecem nunca mais ter fim, sempre em "subida lenta" e que estando colocada na fase final, onde as cabeças já estão mais focadas no almoço do que propriamente na bicicleta, torna-a num momento de alguma dificuldade.
A pouco e pouco (a "subida lenta" faz sempre alguns estragos...) todos fomos chegando a Mosqueirões. Bicicletas, equipamentos e corpos bem mais castanhos que no início, mas todos chegaram ao fim, prontos para o melhor da festa: o almoço.
Os tipícos miolos alentejanos, acompanhados com carne de porco (uma autêntica perdição), foram o prato principal de um animado repasto, onde a boa disposição de todos os participantes e dos respectivos acompanhantes, se fez sentir.
Para o final, estavam reservadas algumas singelas surpresas. Além da oferta de uma camisola a cada um dos ciclistas, houve um prémio bastante especial para um dos participantes. O senhor Leonel Rodrigues, proprietário da Taberna dos Mosqueirões, homem com mais de 70 anos, continua a dar azo à sua paixão pelas bicicletas, dando as suas voltinhas sempre que pode, sempre com a sua contagiante boa disposição. Assim sendo e para celebrar tudo isto, foi decidido fazer a oferta de um simbólico troféu ao Leonel, onde se podia ler "1ª Classificado - Categoria Veteranos".
Depois da foto de família, todos regressaram a casa (havia gente de Grândola, Lisboa e até de Torres Vedras). Ao que parece, todos sairam satisfeitos de Mosqueirões, tanto com o passeio, como com o delicioso almoço, como ainda e principalmente, com o excelente convívio que teve mais uma vez lugar por aquelas bandas. Todos prometeram voltar para o ano e tendo em conta a regularidade com que este convívio se tem vindo a efectuar, é bem possível que o mesmo se torne uma tradição. Assim seja.
Subscrever:
Comentários (Atom)

