Canção nacional do ano:
Márcia com JP Simões - "A Pele Que Há Em Mim (Quando o dia entardeceu)";
Canção internacional do ano:
Lana Del Rey - "Video Games";
Disco nacional do ano:
Os Velhos - Os Velhos;
Disco internacional do ano:
The Strokes - Angles;
Concerto do ano:
The Strokes no Meco;
Desilusão do ano:
O fim d'Os Golpes;
Alegria do ano:
A edição do primeiro disco d'Os Capitães da Areia, O Verão Eterno.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Os Capitães Da Areia e da minha presunção
A noite foi de orgulho. Talvez seja exagerado, talvez seja ridículo e talvez esteja a ser presunçoso. É bem possível que sim.
Ao ver ontem à noite, Os Capitães da Areia, banda que acompanho desde o seu primeiro concerto e que, logo nessa noite, fiz questão de escrever sobre a sua actuação, senti uma ponta de orgulho, por logo naquela noite de 2009, ter acreditado que algo maior poderia sair dali.
Acertei em cheio. Os "míudos cheios de pinta", tornaram-se uma banda a sério, com um disco pronto e capazes até de fazerem a primeira parte de uns tais de GNR, numa sala com a importância do Coliseu dos Recreios.
Assim sendo, que o verão seja eterno e que o, já antigo, sonho de uma cultura pop (ou, se preferirem, pope) "à portuguesa", prossiga.
PS: Em 2009, na tal primeira actuação d'Os Capitães da Areia, alguém escreveu isto: http://blitz.aeiou.pt/os-golpes-vao-ser-grandes=f44895
domingo, 30 de janeiro de 2011
Os Capitães Já Não São Marujos
Modéstia à parte, eu avisei. Quando os avistei, pela primeira vez, no mesmo palco onde ontem os voltei a reencontrar, fiquei com a clara sensação, que aqueles jovens adolescentes, poderiam tornar-se em algo de sério na música pop deste país. Pois bem, ainda não são um caso sério, mas para lá caminham, de uma forma consistente e madura.
Ontem, no tal palco onde tudo começou (Santiago Alquimista), Os Capitães da Areia deram um verdadeiro concerto. Uma coisa a sério, mesmo quando os imprevistos aconteceram. A evolução está bem patente, para quem como eu, os tem acompanhado desde início. A título de exemplo, pela primeira vez, observei Capitão Pedro a cantar sem esforço. Isto é, em ocasiões anteriores, ficava com a sensação que poderia haver um banho de sangue em palco, pois as cordas vocais do rapaz davam a assustadora ideia, que poderiam rebentar a qualquer momento. Ontem a coisa foi bem diferente. O frontman d'Os Capitães não só cantou sem esforço como, ao mesmo tempo, conseguiu manter a sua postura em palco, que já é quase uma imagem de marca. Uma estranha mistura de Jarvis Cocker com Liam Gallagher, com calças azuis e t-shirt dentro das mesmas.
O resto da banda também amadureceu. Com um novo Capitão nas teclas, a banda está cada vez mais coesa e descontraída. Mesmo quando no início do concerto, o Capitão Tiago ficou sem uma corda da sua guitarra, a banda soube ultrapassar bem a situação, fazendo uma actuação exemplar, que surpreendeu e aqueceu, o muito bem composto, Santiago Alquimista.
Enfim... Eu sou suspeito. Sei bem que sou. Mas com canções como O Nascimento de Tróia ou Senhora das Indecisões, contínuo com a mesma convicção, que Os Capitães da Areia são (e peço perdão por me repetir) o futuro da pop feita em português. Este ano será o começo desse mesmo futuro.
Ontem, no tal palco onde tudo começou (Santiago Alquimista), Os Capitães da Areia deram um verdadeiro concerto. Uma coisa a sério, mesmo quando os imprevistos aconteceram. A evolução está bem patente, para quem como eu, os tem acompanhado desde início. A título de exemplo, pela primeira vez, observei Capitão Pedro a cantar sem esforço. Isto é, em ocasiões anteriores, ficava com a sensação que poderia haver um banho de sangue em palco, pois as cordas vocais do rapaz davam a assustadora ideia, que poderiam rebentar a qualquer momento. Ontem a coisa foi bem diferente. O frontman d'Os Capitães não só cantou sem esforço como, ao mesmo tempo, conseguiu manter a sua postura em palco, que já é quase uma imagem de marca. Uma estranha mistura de Jarvis Cocker com Liam Gallagher, com calças azuis e t-shirt dentro das mesmas.
O resto da banda também amadureceu. Com um novo Capitão nas teclas, a banda está cada vez mais coesa e descontraída. Mesmo quando no início do concerto, o Capitão Tiago ficou sem uma corda da sua guitarra, a banda soube ultrapassar bem a situação, fazendo uma actuação exemplar, que surpreendeu e aqueceu, o muito bem composto, Santiago Alquimista.
Enfim... Eu sou suspeito. Sei bem que sou. Mas com canções como O Nascimento de Tróia ou Senhora das Indecisões, contínuo com a mesma convicção, que Os Capitães da Areia são (e peço perdão por me repetir) o futuro da pop feita em português. Este ano será o começo desse mesmo futuro.
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