- Minuto 52: Aimar sai lesionado. Primeira substituição forçada e Jesus escolhe Rodrigo para entrar. Com o resultado em 2-1 para o Benfica, não mandaria a prudência apostar no reforço do meio-campo, com a entrada de Matic?;
- Minuto 63: primeiro cartão amarelo a Emerson;
- Minuto 64: Gaitan perde a bola e, ingenuamente, não faz a chamada falta "inteligente" de modo a impedir o contra-ataque do adversário. Empate do Porto;
- Minuto 70: segunda substituição forçada no Benfica. Garay lesiona-se e entra Miguel Vítor;
- Minuto 77: Emerson, de forma pouco inteligente, comete falta sobre Hulk e é expulso. Benfica com menos um jogador e a constatação de mais um erro de Jesus. Se o lateral-esquerdo do Benfica, seria o jogador que mais vezes iria enfrentar um jogador chamado Hulk, não seria prudente ter Capdevila no banco, para prevenir uma eventual expulsão ou outra situação que pudesse ocorrer com Emerson?;
- Minuto 87: livre à entrada da área, Artur sai mal da baliza e Maicon, em posição de fora-de-jogo, faz o golo da vitória do Porto.
3ª feira há mais. Que se emendem os erros e que o Murphy desapareça.
Nota: não quero dar grande revelância aos erros do árbitro. Não sou perito em "arquivos". De qualquer modo, os "arautos" da verdade desportiva e os "coitadinhos" do costume que analisem as arbitragens que o Benfica teve nos últimos três jogos do campeonato.
Nota 2: festejar vitórias, eu entendo. Faz sentido. Festejar derrotas de outros, que nos possam beneficiar, também me parece legítimo. Festejar o desaire alheio sem retirar beneficio algum com isso, só demonstra pequenez, mediocridade, complexo de inferioridade e uma profunda falta de ambição. Quem o faz, é digno de pena. Nada mais.
sábado, 3 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Com mais 5 ou menos 5, confiança!
Não, não estou a dizer que não seria melhor entrar com 5 pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Óbvio que o jogo seria encarado de outra forma e a margem de erro seria maior. Mas, sinceramente, não entro na depressão que assolou alguns depois dos desaires em Guimarães e Coimbra. Da mesma forma que não achava que o Benfica já seria campeão tendo os 5 pontos de avanço, também não acho que seja motivo, agora que estamos iguais (iguais amigos, iguais! Igual não significa atrás!) ao rival na pontuação, para pensarmos que está tudo perdido.
Continuo a achar, inequivocamente, que o Benfica, esta época, voltou a ser a melhor equipa portuguesa, com melhores jogadores e mais bem orientada. E como melhor equipa portuguesa que é, se houver humildade e em condições normais, o Benfica poderá ganhar o jogo de amanhã. E se não o ganhar, não me parece que seja decisivo. O Benfica perdeu 5 pontos em duas jornadas e o Porto também os pode perder. É importante vencer, pois além da vantagem pontual, o confronto directo em caso de igualdade na classificação, torna os 3 pontos de vantagem, efectivamente, em 4. Além disso, não esqueço o Braga, que poderá alcançar quem perder o jogo de amanhã ou, em caso de empate, aproximar-se ainda mais do primeiro lugar.
Mas importante não significa decisivo. Nós temos jogos difíceis e os outros também. E nem sequer ponho aqui a questão do Benfica, caso passe o Zenit, estar na Liga dos Campeões. Isso é bom e não pode ser, nunca, visto com uma desvantagem. As grandes equipas têm que estar em todas as frentes e o Benfica se o é, não pode desculpar-se com essa questão.
Portanto, amanhã estarei na bancada Sagres com a confiança e a fé de sempre. E se ganhar, o prazer de vencer o rival, será também ele o de sempre, não querendo com isso dizer que o Benfica já será campeão. Ainda falta muito e tudo pode acontecer. Agora em depressões não entro, ainda mais, quando tenho para mim que o Benfica tem a melhor equipa portuguesa da actualidade.
A humildade é sempre boa conselheira. Mas confiança amigos benfiquistas, confiança!
Continuo a achar, inequivocamente, que o Benfica, esta época, voltou a ser a melhor equipa portuguesa, com melhores jogadores e mais bem orientada. E como melhor equipa portuguesa que é, se houver humildade e em condições normais, o Benfica poderá ganhar o jogo de amanhã. E se não o ganhar, não me parece que seja decisivo. O Benfica perdeu 5 pontos em duas jornadas e o Porto também os pode perder. É importante vencer, pois além da vantagem pontual, o confronto directo em caso de igualdade na classificação, torna os 3 pontos de vantagem, efectivamente, em 4. Além disso, não esqueço o Braga, que poderá alcançar quem perder o jogo de amanhã ou, em caso de empate, aproximar-se ainda mais do primeiro lugar.
Mas importante não significa decisivo. Nós temos jogos difíceis e os outros também. E nem sequer ponho aqui a questão do Benfica, caso passe o Zenit, estar na Liga dos Campeões. Isso é bom e não pode ser, nunca, visto com uma desvantagem. As grandes equipas têm que estar em todas as frentes e o Benfica se o é, não pode desculpar-se com essa questão.
Portanto, amanhã estarei na bancada Sagres com a confiança e a fé de sempre. E se ganhar, o prazer de vencer o rival, será também ele o de sempre, não querendo com isso dizer que o Benfica já será campeão. Ainda falta muito e tudo pode acontecer. Agora em depressões não entro, ainda mais, quando tenho para mim que o Benfica tem a melhor equipa portuguesa da actualidade.
A humildade é sempre boa conselheira. Mas confiança amigos benfiquistas, confiança!
O Cerco não continua. O Cerco é eterno.
O segundo álbum dos Xutos é, talvez, o melhor álbum da carreira da banda. Se não for o melhor, será certamente o mais emblemático. Para quem não sabe o motivo, basta transcrever o texto que se encontra no livro do disco original:
"Este disco tem o nome de "Cerco" porque todas as grandes editoras recusaram o trabalho nele contido. Foi, por isso, gravado com raiva e determinação em pouco mais de uma semana. É o primeiro disco gravado com o João e o Gui. Dedicado a todos os fãs que esgotaram os concertos do Rock Rendez Vous."
Pelos motivos acima mencionados, o Cerco assume uma importância fulcral naquilo que viria ser o futuro dos Xutos & Pontapés. Foi uma espécie de "vai ou racha" na carreira da banda, numa altura em que os Xutos já eram uma banda de enorme culto para muitos melómanos, principalmente, aqueles que frequentavam o mítico Rock Rendez Vous. Foi digamos que o preparativo para o que viria ser o reconhecimento nacional, atingido com Circo de Feras, 88 e Triplo Ao Vivo.
As músicas são, todas elas, grandes canções. Começando por "Barcos Gregos", acabando em "Sexo", está lá tudo o que viria ser a imagem de marca dos Xutos. Grandes canções, letras que o comum dos mortais se revê e grande atitude. Musicalmente falando, a entrada do saxofone de Gui e dos riffs da guitarra de João Cabeleira, são as peças que faltavam para compor aquele que viria ser o som com o "carimbo" Xutos. A própria maneira como o disco foi gravado (num curtíssimo espaço de tempo) e em condições que não eram as ideais, dá um toque muito particular ao som do disco original.
Agora com edição de O Cerco Continua, penso ser intenção da banda homenagear um álbum que foi fundamental no percurso dos Xutos e do próprio rock nacional (rio-me, quando se fazem listas de melhores álbuns do rock nacional e Cerco não é mencionado. Incoerências de senhoras e senhores "pseudo-indies", que não suportam bandas que conseguem atingir um sucesso e uma unanimidade enormes). Os Xutos fizeram uma revisão do disco, tocando as músicas da mesma forma que as mesmas são hoje apresentadas ao vivo, sendo que a gravação tem, obviamente, uma qualidade muito superior ao disco original. E isto não faz com que esta nova revisão, seja melhor que a gravação original. Faz, simplesmente, que seja diferente. Os Xutos são hoje uma banda consagrada e em que os seus elementos são, naturalmente, muito melhores musicos do que o eram em 1985. Por outro lado, na versão original, o que faltava em técnica, sobrava em atitude e é engraçado notar esta diferença ouvindo os dois discos.
Às músicas do original, acrescentaram ainda "Vossa Excelência", (uma versão dos Xutos para o original dos Titãs), "Tonto" (com Kalú na voz e com algumas diferenças para a versão original de Direito Ao Deserto), "Perfeito Vazio" e "Quem É Quem".
Foi bom voltar a ouvir este "novo" Cerco, agora revisto pelos Xutos actuais, necessariamente diferentes dos Xutos de Novembro de 85. Foi também bom, ter vontade de ouvir, de novo, o Cerco original, com um som menos bom, mas com uma atitude e, sobretudo com as canções, que foram a base do sucesso da maior banda de sempre do rock nacional. O Cerco é eterno.
"Este disco tem o nome de "Cerco" porque todas as grandes editoras recusaram o trabalho nele contido. Foi, por isso, gravado com raiva e determinação em pouco mais de uma semana. É o primeiro disco gravado com o João e o Gui. Dedicado a todos os fãs que esgotaram os concertos do Rock Rendez Vous."
Pelos motivos acima mencionados, o Cerco assume uma importância fulcral naquilo que viria ser o futuro dos Xutos & Pontapés. Foi uma espécie de "vai ou racha" na carreira da banda, numa altura em que os Xutos já eram uma banda de enorme culto para muitos melómanos, principalmente, aqueles que frequentavam o mítico Rock Rendez Vous. Foi digamos que o preparativo para o que viria ser o reconhecimento nacional, atingido com Circo de Feras, 88 e Triplo Ao Vivo.
As músicas são, todas elas, grandes canções. Começando por "Barcos Gregos", acabando em "Sexo", está lá tudo o que viria ser a imagem de marca dos Xutos. Grandes canções, letras que o comum dos mortais se revê e grande atitude. Musicalmente falando, a entrada do saxofone de Gui e dos riffs da guitarra de João Cabeleira, são as peças que faltavam para compor aquele que viria ser o som com o "carimbo" Xutos. A própria maneira como o disco foi gravado (num curtíssimo espaço de tempo) e em condições que não eram as ideais, dá um toque muito particular ao som do disco original.
Agora com edição de O Cerco Continua, penso ser intenção da banda homenagear um álbum que foi fundamental no percurso dos Xutos e do próprio rock nacional (rio-me, quando se fazem listas de melhores álbuns do rock nacional e Cerco não é mencionado. Incoerências de senhoras e senhores "pseudo-indies", que não suportam bandas que conseguem atingir um sucesso e uma unanimidade enormes). Os Xutos fizeram uma revisão do disco, tocando as músicas da mesma forma que as mesmas são hoje apresentadas ao vivo, sendo que a gravação tem, obviamente, uma qualidade muito superior ao disco original. E isto não faz com que esta nova revisão, seja melhor que a gravação original. Faz, simplesmente, que seja diferente. Os Xutos são hoje uma banda consagrada e em que os seus elementos são, naturalmente, muito melhores musicos do que o eram em 1985. Por outro lado, na versão original, o que faltava em técnica, sobrava em atitude e é engraçado notar esta diferença ouvindo os dois discos.
Às músicas do original, acrescentaram ainda "Vossa Excelência", (uma versão dos Xutos para o original dos Titãs), "Tonto" (com Kalú na voz e com algumas diferenças para a versão original de Direito Ao Deserto), "Perfeito Vazio" e "Quem É Quem".
Foi bom voltar a ouvir este "novo" Cerco, agora revisto pelos Xutos actuais, necessariamente diferentes dos Xutos de Novembro de 85. Foi também bom, ter vontade de ouvir, de novo, o Cerco original, com um som menos bom, mas com uma atitude e, sobretudo com as canções, que foram a base do sucesso da maior banda de sempre do rock nacional. O Cerco é eterno.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Revistas de ciclismo: porque não menos testes e mais... ciclismo?
Costumo comprar revistas de ciclismo e BTT. Gostando eu como gosto de ciclismo, nas suas mais variadas vertentes, gosto de estar informado acerca das novidades dos ciclistas, das equipas, das corridas, das maratonas, dos passeios, das novidades acerca do treino e, obviamente, das novidades acerca das "máquinas" e do material dirigido a este desporto.
É precisamente neste ponto que quero tocar. Os testes às novas bicicletas, das diversas marcas. Para mim, faz todo o sentido que, numa publicação de ciclismo (de estrada ou BTT), sejam testados e divulgados os novos modelos de bicicletas e restante material. Nada contra. Mas, sinceramente, é preciso ocupar metade da revista com testes e mais testes? Na minha opinião, não. Admito que, até por razões comerciais e de "sobrevivência" das próprias publicações, seja necessário ocupar tanto espaço das mesmas com estes testes. Acredito que, em alguns casos, as próprias marcas patrocinem as próprias revistas ou paguem a divulgação do seu produto nas mesmas (se estou enganado, peço desculpa) e é obviamente do interesse da indústria ligada ao ciclismo que estas publicações existam, de forma a que as novidades cheguem aos consumidores. Sobre isto, tudo normal e nada contra.
O que me faz confusão, é a quantidade de páginas dedicadas a testes de bicicletas e material. Muitas vezes, é mais de 50% de uma revista dedicada testes. Pessoalmente, como amante da modalidade e praticante da mesma a "brincar", preferia que existisse uma publicação, com mais espaço para os ciclistas (os verdadeiros protagonistas), clubes (muitos deles com muita história neste desporto e que ainda se mantêm), associações, provas, maratonas, passeios, etc. Preferia ver análises mais profundas e rigorosas às diversas competições que ocorrem tanto em Portugal, como lá fora. Repito, não me incomoda e também me interessa, ver as novidades da indústria. O que acho é que um verdadeiro amante da modalidade, gostaria de ver numa revista do género, mais destaque aos pontos que atrás referi, do que propriamente uma revista inundada de testes.
Um exemplo feliz de uma publicação dedicada às bicicletas, é a nova revista Cultura de Bicicleta. E estou à vontade para dizê-lo, porque nem sequer é uma revista vocacionada para os meus gostos pessoais no que à modalidade diz respeito. É uma revista claramente vocacionada para o lazer, com uma clara aposta numa vertente mais urbana. Os pontos positivos desta publicação,na minha opinião, são exactamente, o foco em passeios, em experiências, em artigos de opinião, reportagens bem interessantes (dentro do conceito da própria publicação), etc. Além disso, tem um ponto claramente a favor: a escrita. Tenho notado que muitas vezes nas publicações que sigo, a escrita não é de todo a melhor (conseguem ser, muitas vezes, piores que eu...), sendo os textos muitas vezes repetitivos, nomeadamente quando se referem a rescaldo de maratonas ou de passeios.
Compreendo as necessidades da indústria. Compreendo as necessidades das publicações. Eu também quero novidades acerca das bicicletas e do material. Mas, por favor, eu gostava de ver mais ciclismo e menos testes.
É precisamente neste ponto que quero tocar. Os testes às novas bicicletas, das diversas marcas. Para mim, faz todo o sentido que, numa publicação de ciclismo (de estrada ou BTT), sejam testados e divulgados os novos modelos de bicicletas e restante material. Nada contra. Mas, sinceramente, é preciso ocupar metade da revista com testes e mais testes? Na minha opinião, não. Admito que, até por razões comerciais e de "sobrevivência" das próprias publicações, seja necessário ocupar tanto espaço das mesmas com estes testes. Acredito que, em alguns casos, as próprias marcas patrocinem as próprias revistas ou paguem a divulgação do seu produto nas mesmas (se estou enganado, peço desculpa) e é obviamente do interesse da indústria ligada ao ciclismo que estas publicações existam, de forma a que as novidades cheguem aos consumidores. Sobre isto, tudo normal e nada contra.
O que me faz confusão, é a quantidade de páginas dedicadas a testes de bicicletas e material. Muitas vezes, é mais de 50% de uma revista dedicada testes. Pessoalmente, como amante da modalidade e praticante da mesma a "brincar", preferia que existisse uma publicação, com mais espaço para os ciclistas (os verdadeiros protagonistas), clubes (muitos deles com muita história neste desporto e que ainda se mantêm), associações, provas, maratonas, passeios, etc. Preferia ver análises mais profundas e rigorosas às diversas competições que ocorrem tanto em Portugal, como lá fora. Repito, não me incomoda e também me interessa, ver as novidades da indústria. O que acho é que um verdadeiro amante da modalidade, gostaria de ver numa revista do género, mais destaque aos pontos que atrás referi, do que propriamente uma revista inundada de testes.
Um exemplo feliz de uma publicação dedicada às bicicletas, é a nova revista Cultura de Bicicleta. E estou à vontade para dizê-lo, porque nem sequer é uma revista vocacionada para os meus gostos pessoais no que à modalidade diz respeito. É uma revista claramente vocacionada para o lazer, com uma clara aposta numa vertente mais urbana. Os pontos positivos desta publicação,na minha opinião, são exactamente, o foco em passeios, em experiências, em artigos de opinião, reportagens bem interessantes (dentro do conceito da própria publicação), etc. Além disso, tem um ponto claramente a favor: a escrita. Tenho notado que muitas vezes nas publicações que sigo, a escrita não é de todo a melhor (conseguem ser, muitas vezes, piores que eu...), sendo os textos muitas vezes repetitivos, nomeadamente quando se referem a rescaldo de maratonas ou de passeios.
Compreendo as necessidades da indústria. Compreendo as necessidades das publicações. Eu também quero novidades acerca das bicicletas e do material. Mas, por favor, eu gostava de ver mais ciclismo e menos testes.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Limitemo-nos a desfrutar
Nós temos essa coisa "provinciana", sempre que um dos nossos que brilha por esse mundo fora tem uma jornada mal sucedida, de acharmos que há sempre algo obscuro por trás a fazer com que isso aconteça. Ou então, em alternativa, acharmos que o eventual sucesso de um dos nossos lá fora (ou cá dentro), tenha como razão principal, uma cunha ou algo do género (seremos uma cambada de invejosos?). Parece que há sempre algo de estranho a incidir sobre o sucesso ou insucesso de um português. No caso em questão neste texto, aplica-se a primeira hipótese.
Vem a isto a propósito dos comentários que ouço e leio, a seguir aos jogos entre Real Madrid e Barcelona, nomeadamente, quando o Real Madrid perde (ou é eliminado) e tem razões de queixa da arbitragem como foi o caso de ontem.
Sim, o Real Madrid foi melhor que o Barça ontem e poderia ter eliminado os catalães com um pouco mais de sorte e eficácia. Sim, o Real Madrid tem razões de queixa da arbitragem no jogo de ontem. Indiscutível.
Mas será que já ninguém se lembra do "banho" de bola que o Real levou na 1ª mão? Só com muita sorte, o Real foi para o jogo de ontem ainda com possibilidades de discutir a passagem à próxima eliminatória. E em relação à arbitragem do primeiro jogo, não terá o Barça razões de queixa da mesma? Não deveria Pepe ter sido expulso? Não deveria Coentrão ter sido expulso? Isto não teve influência no desfecho do primeiro jogo e, consequentemente, no segundo, tendo em conta que ambos os jogadores não poderiam jogar ontem?
Ainda há umas semanas atrás, o Barcelona perdeu um jogo para o campeonato (que, quiçá, lhe terá custado o título desta época), onde nos minutos finais há um penalty escandaloso a favor dos catalães que não é assinalado. Não houve registo dos jogadores e treinador do Barcelona, terem mencionado alguma "cabala" contra eles de forma a que perdessem o jogo.
Sinceramente, estou farto da conversa acerca da conspiração com a UEFA, com a UNICEF e afins. Mourinho, Ronaldo e os outros portugueses que treinam e jogam no Real, já estão no topo. No futebol, a seguir a isto, não há mais nada. Não vejo necessidade alguma de os defender com conversas da treta e com, supostas, conspirações, que não passam de mesquinhez pura. O Barça só ganha mais vezes ao Real, na actualidade, porque ainda é a melhor equipa do mundo (na minha opinião, a melhor de sempre da história o futebol). E isto, só vem dar um mérito ainda maior ao Real Madrid, pois além de estar já a um nível muito próximo do Barça (mais ainda, quando Mourinho põe a equipa a jogar com a sua identidade habitual), é muito provável que o Real seja, já este ano, o campeão de Espanha. Se assim for, é porque foi melhor e mais regular que o Barcelona. Nada mais.
Penso ser bem mais divertido para todos que gostam de bola, apreciar este momento único na história deste desporto, em que há um duelo gigante e constante ao longo da época, entre os dois melhores jogadores do mundo, entre os dois melhores treinadores do mundo e entre as duas melhores equipas do mundo.
Acreditem, nós que gostamos de bola, somos uns privilegiados por podermos assistir a isto tudo. Está a fazer-se história. É o topo e o melhor futebol que alguma veremos na vida. É melhor aproveitarmos, pois não durará para sempre.
Vem a isto a propósito dos comentários que ouço e leio, a seguir aos jogos entre Real Madrid e Barcelona, nomeadamente, quando o Real Madrid perde (ou é eliminado) e tem razões de queixa da arbitragem como foi o caso de ontem.
Sim, o Real Madrid foi melhor que o Barça ontem e poderia ter eliminado os catalães com um pouco mais de sorte e eficácia. Sim, o Real Madrid tem razões de queixa da arbitragem no jogo de ontem. Indiscutível.
Mas será que já ninguém se lembra do "banho" de bola que o Real levou na 1ª mão? Só com muita sorte, o Real foi para o jogo de ontem ainda com possibilidades de discutir a passagem à próxima eliminatória. E em relação à arbitragem do primeiro jogo, não terá o Barça razões de queixa da mesma? Não deveria Pepe ter sido expulso? Não deveria Coentrão ter sido expulso? Isto não teve influência no desfecho do primeiro jogo e, consequentemente, no segundo, tendo em conta que ambos os jogadores não poderiam jogar ontem?
Ainda há umas semanas atrás, o Barcelona perdeu um jogo para o campeonato (que, quiçá, lhe terá custado o título desta época), onde nos minutos finais há um penalty escandaloso a favor dos catalães que não é assinalado. Não houve registo dos jogadores e treinador do Barcelona, terem mencionado alguma "cabala" contra eles de forma a que perdessem o jogo.
Sinceramente, estou farto da conversa acerca da conspiração com a UEFA, com a UNICEF e afins. Mourinho, Ronaldo e os outros portugueses que treinam e jogam no Real, já estão no topo. No futebol, a seguir a isto, não há mais nada. Não vejo necessidade alguma de os defender com conversas da treta e com, supostas, conspirações, que não passam de mesquinhez pura. O Barça só ganha mais vezes ao Real, na actualidade, porque ainda é a melhor equipa do mundo (na minha opinião, a melhor de sempre da história o futebol). E isto, só vem dar um mérito ainda maior ao Real Madrid, pois além de estar já a um nível muito próximo do Barça (mais ainda, quando Mourinho põe a equipa a jogar com a sua identidade habitual), é muito provável que o Real seja, já este ano, o campeão de Espanha. Se assim for, é porque foi melhor e mais regular que o Barcelona. Nada mais.
Penso ser bem mais divertido para todos que gostam de bola, apreciar este momento único na história deste desporto, em que há um duelo gigante e constante ao longo da época, entre os dois melhores jogadores do mundo, entre os dois melhores treinadores do mundo e entre as duas melhores equipas do mundo.
Acreditem, nós que gostamos de bola, somos uns privilegiados por podermos assistir a isto tudo. Está a fazer-se história. É o topo e o melhor futebol que alguma veremos na vida. É melhor aproveitarmos, pois não durará para sempre.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Dois génios injustiçados
Agora que vejo Del Piero, a fazer mais um golo monumental à Roma, dou comigo a pensar como nem sempre o futebol é realmente justo (talvez uma metáfora da vida...) com quem o engradece e lhe dá o toque mágico que o distingue de outros desportos.
Penso para mim, como é possível um verdadeiro génio como Del Piero (a propósito, tal como eu, grande fã de Oasis), nunca ter ganho uma Bola de Ouro? Como é possível ter havido sempre alguém a ofuscar o talento deste senhor? E quando pensei no italiano, outro nome me surgiu, exactamente, com o mesmo talento e com a mesma injustiça a pairar sobre ele. Refiro-me a Raúl. Outro génio. Outro mestre do golo e da classe pura, que por terras germânicas, ainda factura, joga e faz jogar como poucos.
Pensar que dois jogadores, símbolos de duas das maiores equipas do mundo, ambos campeões europeus, génios do melhor que o futebol já viu, nunca ganharam uma Bola de Ouro, é estranho. O futebol tal como a vida, nem sempre é justo.
Penso para mim, como é possível um verdadeiro génio como Del Piero (a propósito, tal como eu, grande fã de Oasis), nunca ter ganho uma Bola de Ouro? Como é possível ter havido sempre alguém a ofuscar o talento deste senhor? E quando pensei no italiano, outro nome me surgiu, exactamente, com o mesmo talento e com a mesma injustiça a pairar sobre ele. Refiro-me a Raúl. Outro génio. Outro mestre do golo e da classe pura, que por terras germânicas, ainda factura, joga e faz jogar como poucos.
Pensar que dois jogadores, símbolos de duas das maiores equipas do mundo, ambos campeões europeus, génios do melhor que o futebol já viu, nunca ganharam uma Bola de Ouro, é estranho. O futebol tal como a vida, nem sempre é justo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O "meu" melhor onze
Do Benfica, claro. Antes porém, algumas breves notas. As primeiras lembranças que tenho de ver futebol remontam, precisamente, à época 89-90. Época essa em que o Porto foi campeão, o também "meu" grande Estrela foi o vencedor da Taça de Portugal e em que o Benfica jogaria a sua última final europeia (perdida para o Milan), conseguida através da mão de Vata. Magnusson (o meu primeiro ídolo do Benfica) foi o melhor marcador do campeonato e esta época acabaria com o primeiro Mundial que acompanhei a sério, Itália 90.
Isto tudo para dizer, que, obviamente, o meu melhor 11 de sempre do Benfica (e respectivo banco de suplentes), irá somente mencionar os jogadores que eu vi jogar, nomeadamente, jogadores que vi jogar no auge das suas carreiras. Certamente, os mais velhos, dir-me-ão que falta um Chalana, um Diamantino (isto para não recuar muito no tempo) e outros. Estes dois casos, por exemplo, são pertinentes, pois ainda faziam parte do plantel do Benfical em 89-90 e ainda me lembro de os ver jogar, mas já numa fase final das suas carreiras, não fazendo por isso sentido colocá-los nesta lista.
Óbvio que estas escolhas são sempre discutíveis e como qualquer lista que faça, amanhã já poderia ser sujeita a alterações (muitas vezes, por nos esquecermos de um ou outro nome fundamental). Não vou justificá-los um a um, porque penso não haver necessidade. Não houve preocupações tácticas (sim, eu sei que com esta disposição táctica seria dificil ter uma equipa defensivamente consistente) e a única preocupação com os números da camisola que tive, foi com o 7 de Vitor Paneira, o 8 de João Pinto e o 10 de Aimar. Queria só referir que neste "plantel", Veloso seria o natural capitão, mas na sua ausência do onze, a braçadeira seria de João Pinto. Aqui ficam os meus magníficos:
1- Michel Preud'homme
2- Maxi Pereira
3-Mozer
4-Ricardo
5-Fábio Coentrão
6-Valdo
7- Vitor Paneira
8-João Pinto
9-Miccoli
10-Pablo Aimar
11-Simão
Este é o meu melhor 11 do Benfica. Provavemente, amanhã retiraria um e colocava outro. Há alguns que, na minha opinião, são intocáveis e indiscutíveis nesta lista. Preud'homme, Ricardo, Valdo, Vitor Paneira, Pablo Aimar e João Pinto, têm esse estatuto. Quanto aos restantes, admito que existam outras alternativas.
Arrisquei ainda um banco de suplentes e poderia ainda ter feito mais dois ou três alternativos, tendo em conta outros grandes jogadores que ficam de fora (inclusivé do plantel actual). Aqui ficam os meus suplentes de luxo:
12-Artur
13-Veloso
14- Luisão
15-Javi Garcia
16-Rui Costa
17-Isaias
18-Rui Águas
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