terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O "meu" melhor onze

Do Benfica, claro. Antes porém, algumas breves notas. As primeiras lembranças que tenho de ver futebol remontam, precisamente, à época 89-90. Época essa em que o Porto foi campeão, o também "meu" grande Estrela foi o vencedor da Taça de Portugal e em que o Benfica jogaria a sua última final europeia (perdida para o Milan), conseguida através da mão de Vata. Magnusson (o meu primeiro ídolo do Benfica) foi o melhor marcador do campeonato e esta época acabaria com o primeiro Mundial que acompanhei a sério, Itália 90.

Isto tudo para dizer, que, obviamente, o meu melhor 11 de sempre do Benfica (e respectivo banco de suplentes), irá somente mencionar os jogadores que eu vi jogar, nomeadamente, jogadores que vi jogar no auge das suas carreiras. Certamente, os mais velhos, dir-me-ão que falta um Chalana, um Diamantino (isto para não recuar muito no tempo) e outros. Estes dois casos, por exemplo, são pertinentes, pois ainda faziam parte do plantel do Benfical em 89-90 e ainda me lembro de os ver jogar, mas já numa fase final das suas carreiras, não fazendo por isso sentido colocá-los nesta lista.

Óbvio que estas escolhas são sempre discutíveis e como qualquer lista que faça, amanhã já poderia ser sujeita a alterações (muitas vezes, por nos esquecermos de um ou outro nome fundamental). Não vou justificá-los um a um, porque penso não haver necessidade. Não houve preocupações tácticas (sim, eu sei que com esta disposição táctica seria dificil ter uma equipa defensivamente consistente) e a única preocupação com os números da camisola que tive, foi com o 7 de Vitor Paneira, o 8 de João Pinto e o 10 de Aimar. Queria só referir que neste "plantel", Veloso seria o natural capitão, mas na sua ausência do onze, a braçadeira seria de João Pinto. Aqui ficam os meus magníficos:

1- Michel Preud'homme

2- Maxi Pereira

3-Mozer

4-Ricardo

5-Fábio Coentrão

6-Valdo

7- Vitor Paneira

8-João Pinto

9-Miccoli

10-Pablo Aimar

11-Simão

Este é o meu melhor 11 do Benfica. Provavemente, amanhã retiraria um e colocava outro. Há alguns que, na minha opinião, são intocáveis e indiscutíveis nesta lista. Preud'homme, Ricardo, Valdo, Vitor Paneira, Pablo Aimar e João Pinto, têm esse estatuto. Quanto aos restantes, admito que existam outras alternativas.

Arrisquei ainda um banco de suplentes e poderia ainda ter feito mais dois ou três alternativos, tendo em conta outros grandes jogadores que ficam de fora (inclusivé do plantel actual). Aqui ficam os meus suplentes de luxo:

12-Artur

13-Veloso

14- Luisão

15-Javi Garcia

16-Rui Costa

17-Isaias

18-Rui Águas



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Um erro (meu) e uma injustiça (minha) colossais

A semana passada coloquei aqui no blog, as minhas escolhas musicais do ano. E cometi um erro crasso...

Quando escolhi a minha música preferida estrangeira, coloquei "Video Games" de Lana Del Rey. Pois bem, eu sei que é uma canalhice hedionda premiar algo ou alguém e depois retirar-lhe o prémio (mesmo que esse alguém, obviamente, não faça ideia da escolha de que foi alvo e tenha mais que fazer do que olhar para as minhas escolhas). Mas também é feio premiar algo ou alguém e ter a noção que existe algo ou alguém que merece mais essa distinção.

Assim sendo, sinto-me na obrigação de corrigir o erro que cometi. A minha canção do ano é, sem dúvida, "Sadness Is a Blessing" de Lykke Li. Aliás, se eu me tivesse lembrado, poderia ter colocado também a escolha de "vídeo do ano" e seria também o vídeo desta canção o vencedor.

O motivo do erro é simples. Quando fiz a minha pesquisa para elaborar a minha lista, por esquecimento (que injustiça...), não coloquei esta canção como hípotese. Ainda mais estranho se torna, quando no texto que aqui fiz sobre o SBSR deste ano, quando me referia ao concerto de Lykke Li, escrevi que assumia por antecipação que "Sadness Is a Blessing" iria ser a malhor canção de 2011.

Não vou corrigir o texto anterior, para que a minha idiotice fique bem exposta. De qualquer modo, que fique claro que a minha canção internacional do ano (as minhas desculpas Lana, mas devolve-me a estatueta por favor...) não é "Video Games" (Lana, não fiques triste. Fizeste a segunda melhor canção do ano...), mas sim "Sadness Is a Blessing" de Lykke Li.

Aqui fica o maravilhoso vídeo desta canção:

http://www.youtube.com/watch?v=Xu-b3u5jDiU

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O meu 2011 musical

Canção nacional do ano:
Márcia com JP Simões -  "A Pele Que Há Em Mim (Quando o dia entardeceu)";

Canção internacional do ano:
Lana Del Rey - "Video Games";

Disco nacional do ano:
Os Velhos - Os Velhos;

Disco internacional do ano:
The Strokes - Angles;

Concerto do ano:
The Strokes no Meco;

Desilusão do ano:
O fim d'Os Golpes;

Alegria do ano:
A edição do primeiro disco d'Os Capitães da Areia, O Verão Eterno.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Um título que diz tudo


Refiro-me ao título escolhido pela edição de hoje do jornal A Bola, para retratar o clássico de ontem à noite, em Espanha (canto inferior direito).

Reafirmo que, qualquer que seja o desfecho da época em Espanha e na Europa (e eu acho que o Real Madrid, com um jogo a menos do que o rival, tem tudo para ser campeão), o Barça ainda é a melhor equipa do mundo. Reafirmo também as minhas poucas dúvidas, em relação ao facto deste Barça, ser a melhor equipa de futebol de todos os tempos e que todos nós que gostamos deste desporto, sermos uns privilegiados por um dia termos assistido a um futebol tão fantástico, perfeito e sublime.

Tenho dito.

sábado, 12 de novembro de 2011

Os Capitães Da Areia e da minha presunção


A noite foi de orgulho. Talvez seja exagerado, talvez seja ridículo e talvez esteja a ser presunçoso. É bem possível que sim.

Ao ver ontem à noite, Os Capitães da Areia, banda que acompanho desde o seu primeiro concerto e que, logo nessa noite, fiz questão de escrever sobre a sua actuação, senti uma ponta de orgulho, por logo naquela noite de 2009, ter acreditado que algo maior poderia sair dali.

Acertei em cheio. Os "míudos cheios de pinta", tornaram-se uma banda a sério, com um disco pronto e capazes até de fazerem a primeira parte de uns tais de GNR, numa sala com a importância do Coliseu dos Recreios.

Assim sendo, que o verão seja eterno e que o, já antigo, sonho de uma cultura pop (ou, se preferirem, pope) "à portuguesa", prossiga.

PS: Em 2009, na tal primeira actuação d'Os Capitães da Areia, alguém escreveu isto:  http://blitz.aeiou.pt/os-golpes-vao-ser-grandes=f44895

sábado, 15 de outubro de 2011

Não Fui

A 12 de Março fui e iria novamente. Hoje não.

A diferença (que admito ser discutível) é que a 12 de Março a manifestação não tinha uma agenda política. Acima de tudo, segundo o que interpretei das intenções dos seus mentores, era uma manifestação que pedia credibilidade e, acima de tudo, verdade aos agentes politícos. Foi uma manifestação, onde a população de uma forma totalmente espontânea (talvez até ingénua), condenava uma certa foma de fazer politíca que tomou conta de todos os aparelhos partidários deste país e, ao mesmo tempo, condenava uma economia baseada em especulação e com uma falta de ética e escrúpulos, gritantes. Foi uma manifestação promovida por uma geração que se sente injustiçada por que aquilo que lhe prometeram e que não foi cumprido. Foi uma manifestação sem ideologias. Nem a esquerda, nem a direita deste país, põem nas ruas de Lisboa, 300 mil pessoas. Estavam lá todas as facções. Orgulho-me muito de ter lá estado e da minha geração ter sido o "motor" da mesma.

Hoje não fui. Pensei no assunto mas decidi não ir. Mesmo concordando com muitos pontos que hoje foram defendidos nas ruas, esta manifestação tinha uma agenda política clara. Isso não é censurável, de todo. De qualquer modo, neste momento, prefiro ter um Primeiro-Ministro que diga a verdade sobre o país, do que um que minta constantemente, como o anterior fazia. Sempre o disse e repito, que prefiro um candidato que em eleições, diga que vai aumentar impostos, se for isso que o país precisa, do que um que diga que tudo vai ser uma maravilha daí para frente. O candidato Passos Coelho, não referiu que estas medidas iriam ser tomadas caso fosse eleito. Aliás, até rejeitou algumas delas. É verdade. Isso é censurável? É, sem dúvida. Também mentiu? Mentiu. De qualquer modo, independentemente de eu concordar ou não com as medidas dramáticas que foram tomadas (e muitas delas, não concordo, de facto), não me parece que o Primeio-Ministro e os partidos que compõem a actual coligação governamental, ganhem algum tipo de popularidade com as mesmas. Daí, o meu benefício da dúvida, não pelas medidas em concreto que foram tomadas (repito, que não concordo com muitas ou quase todas), mas, no minímo, pela coragem em assumi-las.

Talvez por estas e outras razões, a manifestação de hoje, apesar de bastante considerável, não teve, nem de perto nem de longe, a participação fantástica, daquela que ocorreu a 12 de Março.

Não votei PSD, nem CDS e neste momento, nada me liga a partidos. De todo. São "máquinas", que no seu todo, funcionam com um único objectivo, que é o poder e isso enoja-me profundamente. Contudo, espero que num momento tão grave como o que vivemos, impere o sentido de Estado. Espero que, além de ir ao "bolso" das pessoas (uma inevitibilidade, tendo em conta a decadente situação do país), o governo, finalmente, apresente medidas de redução da despesa pública e aponte uma estratégia de crescimento económico sustentado para o país.

Não sei se estarei a ser ingénuo ou utópico, mas 4 meses de governo, ainda me merecem o benefício da dúvida. Acho, sinceramente, demagógico, culpar este governo pela situação terrível em que nos encontramos. Contudo, se o caminho continuar a ser o de ir ao "bolso" da população, sem que resultados positivos sejam alcançados, sem que nada seja feito para o Estado deixar de gastar mais do que aquilo que tem ou para que este país recupere economicamente e de uma forma sustentada, o meu benefício da dúvida irá acabar, certamente. E, aí sim, saírei á rua com os nobres propósitos de 12 de Março na mente, mas também com uma agenda política a defender. Temo, sinceramente, que seja isto que vai acontecer. A ver vamos.

P.S.: Também pertenço ao grupo que aguarda, impacientemente, pelo julgamento daqueles que fizeram negócios ruinosos para o Estado e que colocaram o país e a sua população, neste triste estado. É uma questão de ética e de decência.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Anormais

Num país normal, quem ocultasse dívida pública, não iria a votos. Num país normal, o Presidente da República faria tudo o que estivesse ao seu alcance (mesmo que pouco ou nada possa fazer), para que tal não acontecesse. Num país normal o Primeiro-Ministro, seria ainda mais veemente nas críticas a quem oculta dívida pública.

Num país normal o PSD nacional, faria tudo o que fosse possivel (e eu não faço ideia o que poderia fazer) para que o senhor que ontem ganhou as eleições na Madeira, não fosse a votos com as cores do seu partido. Num país normal, o PSD que, por acaso, é um dos partidos da coligação governamental, teria, no mínimo, criticado de forma muito dura, a actuação do Governo Regional (Passos Coelhos, na minha opinião, foi só um "bocadinho" duro). Num país normal, o PSD nacional, não teria feito um discurso de vitória na noite de ontem (mesmo que a mesma tenha sido recebida, segundo os próprios, de uma forma "humilde"). Num país normal, seria assim que os partidos ganhariam credibilidade para governar e pedir sacríficios. Ontem foi desperdiçada uma grande oportunidade...

Num país normal, não seriam permitidas constantes irregularidades nos vários processos eleitorais de uma determinada região autónoma do país, ao longo de décadas. Num país normal, um processo eleitoral, com cerca de trinta queixas de irregularidades (e, ao que parece, até foi o ano em que houve menos...), não seria validado. Num país normal, o Presidente do Governo Regional da Madeira, não diria que se está nas tintas para a Comissão Nacional de Eleições, com uma impunidade total.

Mas, acima de tudo, num país dito normal, o povo teria derrotado nas urnas, quem o enganou, endividou e hipotecou o seu futuro.