sábado, 12 de novembro de 2011
Os Capitães Da Areia e da minha presunção
A noite foi de orgulho. Talvez seja exagerado, talvez seja ridículo e talvez esteja a ser presunçoso. É bem possível que sim.
Ao ver ontem à noite, Os Capitães da Areia, banda que acompanho desde o seu primeiro concerto e que, logo nessa noite, fiz questão de escrever sobre a sua actuação, senti uma ponta de orgulho, por logo naquela noite de 2009, ter acreditado que algo maior poderia sair dali.
Acertei em cheio. Os "míudos cheios de pinta", tornaram-se uma banda a sério, com um disco pronto e capazes até de fazerem a primeira parte de uns tais de GNR, numa sala com a importância do Coliseu dos Recreios.
Assim sendo, que o verão seja eterno e que o, já antigo, sonho de uma cultura pop (ou, se preferirem, pope) "à portuguesa", prossiga.
PS: Em 2009, na tal primeira actuação d'Os Capitães da Areia, alguém escreveu isto: http://blitz.aeiou.pt/os-golpes-vao-ser-grandes=f44895
sábado, 15 de outubro de 2011
Não Fui
A 12 de Março fui e iria novamente. Hoje não.
A diferença (que admito ser discutível) é que a 12 de Março a manifestação não tinha uma agenda política. Acima de tudo, segundo o que interpretei das intenções dos seus mentores, era uma manifestação que pedia credibilidade e, acima de tudo, verdade aos agentes politícos. Foi uma manifestação, onde a população de uma forma totalmente espontânea (talvez até ingénua), condenava uma certa foma de fazer politíca que tomou conta de todos os aparelhos partidários deste país e, ao mesmo tempo, condenava uma economia baseada em especulação e com uma falta de ética e escrúpulos, gritantes. Foi uma manifestação promovida por uma geração que se sente injustiçada por que aquilo que lhe prometeram e que não foi cumprido. Foi uma manifestação sem ideologias. Nem a esquerda, nem a direita deste país, põem nas ruas de Lisboa, 300 mil pessoas. Estavam lá todas as facções. Orgulho-me muito de ter lá estado e da minha geração ter sido o "motor" da mesma.
Hoje não fui. Pensei no assunto mas decidi não ir. Mesmo concordando com muitos pontos que hoje foram defendidos nas ruas, esta manifestação tinha uma agenda política clara. Isso não é censurável, de todo. De qualquer modo, neste momento, prefiro ter um Primeiro-Ministro que diga a verdade sobre o país, do que um que minta constantemente, como o anterior fazia. Sempre o disse e repito, que prefiro um candidato que em eleições, diga que vai aumentar impostos, se for isso que o país precisa, do que um que diga que tudo vai ser uma maravilha daí para frente. O candidato Passos Coelho, não referiu que estas medidas iriam ser tomadas caso fosse eleito. Aliás, até rejeitou algumas delas. É verdade. Isso é censurável? É, sem dúvida. Também mentiu? Mentiu. De qualquer modo, independentemente de eu concordar ou não com as medidas dramáticas que foram tomadas (e muitas delas, não concordo, de facto), não me parece que o Primeio-Ministro e os partidos que compõem a actual coligação governamental, ganhem algum tipo de popularidade com as mesmas. Daí, o meu benefício da dúvida, não pelas medidas em concreto que foram tomadas (repito, que não concordo com muitas ou quase todas), mas, no minímo, pela coragem em assumi-las.
Talvez por estas e outras razões, a manifestação de hoje, apesar de bastante considerável, não teve, nem de perto nem de longe, a participação fantástica, daquela que ocorreu a 12 de Março.
Não votei PSD, nem CDS e neste momento, nada me liga a partidos. De todo. São "máquinas", que no seu todo, funcionam com um único objectivo, que é o poder e isso enoja-me profundamente. Contudo, espero que num momento tão grave como o que vivemos, impere o sentido de Estado. Espero que, além de ir ao "bolso" das pessoas (uma inevitibilidade, tendo em conta a decadente situação do país), o governo, finalmente, apresente medidas de redução da despesa pública e aponte uma estratégia de crescimento económico sustentado para o país.
Não sei se estarei a ser ingénuo ou utópico, mas 4 meses de governo, ainda me merecem o benefício da dúvida. Acho, sinceramente, demagógico, culpar este governo pela situação terrível em que nos encontramos. Contudo, se o caminho continuar a ser o de ir ao "bolso" da população, sem que resultados positivos sejam alcançados, sem que nada seja feito para o Estado deixar de gastar mais do que aquilo que tem ou para que este país recupere economicamente e de uma forma sustentada, o meu benefício da dúvida irá acabar, certamente. E, aí sim, saírei á rua com os nobres propósitos de 12 de Março na mente, mas também com uma agenda política a defender. Temo, sinceramente, que seja isto que vai acontecer. A ver vamos.
P.S.: Também pertenço ao grupo que aguarda, impacientemente, pelo julgamento daqueles que fizeram negócios ruinosos para o Estado e que colocaram o país e a sua população, neste triste estado. É uma questão de ética e de decência.
A diferença (que admito ser discutível) é que a 12 de Março a manifestação não tinha uma agenda política. Acima de tudo, segundo o que interpretei das intenções dos seus mentores, era uma manifestação que pedia credibilidade e, acima de tudo, verdade aos agentes politícos. Foi uma manifestação, onde a população de uma forma totalmente espontânea (talvez até ingénua), condenava uma certa foma de fazer politíca que tomou conta de todos os aparelhos partidários deste país e, ao mesmo tempo, condenava uma economia baseada em especulação e com uma falta de ética e escrúpulos, gritantes. Foi uma manifestação promovida por uma geração que se sente injustiçada por que aquilo que lhe prometeram e que não foi cumprido. Foi uma manifestação sem ideologias. Nem a esquerda, nem a direita deste país, põem nas ruas de Lisboa, 300 mil pessoas. Estavam lá todas as facções. Orgulho-me muito de ter lá estado e da minha geração ter sido o "motor" da mesma.
Hoje não fui. Pensei no assunto mas decidi não ir. Mesmo concordando com muitos pontos que hoje foram defendidos nas ruas, esta manifestação tinha uma agenda política clara. Isso não é censurável, de todo. De qualquer modo, neste momento, prefiro ter um Primeiro-Ministro que diga a verdade sobre o país, do que um que minta constantemente, como o anterior fazia. Sempre o disse e repito, que prefiro um candidato que em eleições, diga que vai aumentar impostos, se for isso que o país precisa, do que um que diga que tudo vai ser uma maravilha daí para frente. O candidato Passos Coelho, não referiu que estas medidas iriam ser tomadas caso fosse eleito. Aliás, até rejeitou algumas delas. É verdade. Isso é censurável? É, sem dúvida. Também mentiu? Mentiu. De qualquer modo, independentemente de eu concordar ou não com as medidas dramáticas que foram tomadas (e muitas delas, não concordo, de facto), não me parece que o Primeio-Ministro e os partidos que compõem a actual coligação governamental, ganhem algum tipo de popularidade com as mesmas. Daí, o meu benefício da dúvida, não pelas medidas em concreto que foram tomadas (repito, que não concordo com muitas ou quase todas), mas, no minímo, pela coragem em assumi-las.
Talvez por estas e outras razões, a manifestação de hoje, apesar de bastante considerável, não teve, nem de perto nem de longe, a participação fantástica, daquela que ocorreu a 12 de Março.
Não votei PSD, nem CDS e neste momento, nada me liga a partidos. De todo. São "máquinas", que no seu todo, funcionam com um único objectivo, que é o poder e isso enoja-me profundamente. Contudo, espero que num momento tão grave como o que vivemos, impere o sentido de Estado. Espero que, além de ir ao "bolso" das pessoas (uma inevitibilidade, tendo em conta a decadente situação do país), o governo, finalmente, apresente medidas de redução da despesa pública e aponte uma estratégia de crescimento económico sustentado para o país.
Não sei se estarei a ser ingénuo ou utópico, mas 4 meses de governo, ainda me merecem o benefício da dúvida. Acho, sinceramente, demagógico, culpar este governo pela situação terrível em que nos encontramos. Contudo, se o caminho continuar a ser o de ir ao "bolso" da população, sem que resultados positivos sejam alcançados, sem que nada seja feito para o Estado deixar de gastar mais do que aquilo que tem ou para que este país recupere economicamente e de uma forma sustentada, o meu benefício da dúvida irá acabar, certamente. E, aí sim, saírei á rua com os nobres propósitos de 12 de Março na mente, mas também com uma agenda política a defender. Temo, sinceramente, que seja isto que vai acontecer. A ver vamos.
P.S.: Também pertenço ao grupo que aguarda, impacientemente, pelo julgamento daqueles que fizeram negócios ruinosos para o Estado e que colocaram o país e a sua população, neste triste estado. É uma questão de ética e de decência.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Anormais
Num país normal, quem ocultasse dívida pública, não iria a votos. Num país normal, o Presidente da República faria tudo o que estivesse ao seu alcance (mesmo que pouco ou nada possa fazer), para que tal não acontecesse. Num país normal o Primeiro-Ministro, seria ainda mais veemente nas críticas a quem oculta dívida pública.
Num país normal o PSD nacional, faria tudo o que fosse possivel (e eu não faço ideia o que poderia fazer) para que o senhor que ontem ganhou as eleições na Madeira, não fosse a votos com as cores do seu partido. Num país normal, o PSD que, por acaso, é um dos partidos da coligação governamental, teria, no mínimo, criticado de forma muito dura, a actuação do Governo Regional (Passos Coelhos, na minha opinião, foi só um "bocadinho" duro). Num país normal, o PSD nacional, não teria feito um discurso de vitória na noite de ontem (mesmo que a mesma tenha sido recebida, segundo os próprios, de uma forma "humilde"). Num país normal, seria assim que os partidos ganhariam credibilidade para governar e pedir sacríficios. Ontem foi desperdiçada uma grande oportunidade...
Num país normal, não seriam permitidas constantes irregularidades nos vários processos eleitorais de uma determinada região autónoma do país, ao longo de décadas. Num país normal, um processo eleitoral, com cerca de trinta queixas de irregularidades (e, ao que parece, até foi o ano em que houve menos...), não seria validado. Num país normal, o Presidente do Governo Regional da Madeira, não diria que se está nas tintas para a Comissão Nacional de Eleições, com uma impunidade total.
Mas, acima de tudo, num país dito normal, o povo teria derrotado nas urnas, quem o enganou, endividou e hipotecou o seu futuro.
Num país normal o PSD nacional, faria tudo o que fosse possivel (e eu não faço ideia o que poderia fazer) para que o senhor que ontem ganhou as eleições na Madeira, não fosse a votos com as cores do seu partido. Num país normal, o PSD que, por acaso, é um dos partidos da coligação governamental, teria, no mínimo, criticado de forma muito dura, a actuação do Governo Regional (Passos Coelhos, na minha opinião, foi só um "bocadinho" duro). Num país normal, o PSD nacional, não teria feito um discurso de vitória na noite de ontem (mesmo que a mesma tenha sido recebida, segundo os próprios, de uma forma "humilde"). Num país normal, seria assim que os partidos ganhariam credibilidade para governar e pedir sacríficios. Ontem foi desperdiçada uma grande oportunidade...
Num país normal, não seriam permitidas constantes irregularidades nos vários processos eleitorais de uma determinada região autónoma do país, ao longo de décadas. Num país normal, um processo eleitoral, com cerca de trinta queixas de irregularidades (e, ao que parece, até foi o ano em que houve menos...), não seria validado. Num país normal, o Presidente do Governo Regional da Madeira, não diria que se está nas tintas para a Comissão Nacional de Eleições, com uma impunidade total.
Mas, acima de tudo, num país dito normal, o povo teria derrotado nas urnas, quem o enganou, endividou e hipotecou o seu futuro.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Bravo Rapazes!
Por vezes ganho e sinto que perdi. Outras vezes perco ou empato e sinto que ganhei.
Vejamos a diferença. Por exemplo, o ano passado, sentia muitas vezes, que o Benfica, mesmo ganhando, não demonstrava ser uma equipa coesa e com soluções individuais e tácticas, para ter uma época ao nível de 2009/2010 e que, infelizmente, se veio a confirmar. Ontem, pelo contrário e de uma forma muito clara para mim, senti a minha equipa forte, coesa e com um leque muito maior de soluções para enfrentar o que aí vem. E o Benfica ontem não ganhou...
Foi grande a atitude, a coragem e a concentração dos rapazes. Jogaram olhos nos olhos, com aquela que considero ser a terceira melhor equipa do Mundo da actualidade, respeitando o valor do adversário mas sem medo ou submissão (sim Jesus, é possível ter respeito pelo adversário, sem jogar com medo do mesmo... E tu até sabes como se faz como poucos). Uma defesa mais que segura, um meio campo com uma entreajuda impressionante (mais uma vez, ficou provado que Ruben Amorim é um dos grandes "reforços" deste Benfica, nomeadamente, em jogos como o de ontem) e um ataque entregue a génios como Aimar ou Gaitán (ontem, talvez a sua melhor exibição com a camisola do Maior), com um Cardozo, definitivamente, de volta à confiança perdida e que, teimosamente, cala as contantes e incompreensíveis críticas de que é alvo por parte dos seus próprios adeptos (quem faz um golo como o de ontem, não é tosco meus amigos).
Depois do jogo, ouvi alguns cronistas da nossa praça. Uma das "desculpas" para a grande exibição do Benfica que alguns apresentaram, era que o Manchester United não teria jogado com o seu melhor onze. Não concordo de todo. Talvez a equipa no Mundo que faz a maior rotação de jogadores ao longo da época, é o United. E tanto o faz num jogo da Champions, como na Premier League, independentemente da importância do mesmo, mantendo, normalmente, a qualidade que se sabe. Se virmos bem, o único jogador claramente titular (e durante o resto da época, vamos verificar isso) é Rooney. Os outros vão sendo substituídos, consoante a estratégia e a gestão de esforço que Fergusson (a propósito, se não tivesse legendas, eu não conseguiria perceber nada do que o homem diz...) tão bem faz.
Com bom benfiquista, não estou feliz. A vitória é sempre o objectivo e festejar empates e vitórias morais, deixo para os vizinhos... Contudo, estou contente e orgulhoso da equipa. Comentava no final do jogo com os meus comparsas de ida à bola, que o Benfica provou, claramente, que tem melhor plantel que o ano passado e que, acima de tudo, ontem tinhamos ganho uma equipa que se bate, sem receios, com qualquer adversário. Não foi uma vitória, é certo, mas deixa esperança para o que aí vem. Além disso, empatar com o favorito do grupo, não é um resultado negativo, num grupo onde acho as outras duas equipas, claramente, inferiores (não confundir com desrespeito).
Agora voltemos aos assuntos internos. Venha a promissora Académica (cuidado...) e a ida ao campo de golfe das Antas, onde acredito que, com uma atitude igual à de ontem, a vitória pode acontecer (perder é mesmo proibido).
Costumo dizer que no Benfica, tenho sempre fé. Com o que demonstraram ontem, a fé do costume fica redobrada. Força rapazes!
PS: Desde muito menino, que estou e vejo o Estadio da Luz (o velho e o novo) cheio e com um ambiente infernal. Contudo, a sensação de estar no meio daquilo, é sempre como se fosse a primeira vez. Impressionante!
Vejamos a diferença. Por exemplo, o ano passado, sentia muitas vezes, que o Benfica, mesmo ganhando, não demonstrava ser uma equipa coesa e com soluções individuais e tácticas, para ter uma época ao nível de 2009/2010 e que, infelizmente, se veio a confirmar. Ontem, pelo contrário e de uma forma muito clara para mim, senti a minha equipa forte, coesa e com um leque muito maior de soluções para enfrentar o que aí vem. E o Benfica ontem não ganhou...
Foi grande a atitude, a coragem e a concentração dos rapazes. Jogaram olhos nos olhos, com aquela que considero ser a terceira melhor equipa do Mundo da actualidade, respeitando o valor do adversário mas sem medo ou submissão (sim Jesus, é possível ter respeito pelo adversário, sem jogar com medo do mesmo... E tu até sabes como se faz como poucos). Uma defesa mais que segura, um meio campo com uma entreajuda impressionante (mais uma vez, ficou provado que Ruben Amorim é um dos grandes "reforços" deste Benfica, nomeadamente, em jogos como o de ontem) e um ataque entregue a génios como Aimar ou Gaitán (ontem, talvez a sua melhor exibição com a camisola do Maior), com um Cardozo, definitivamente, de volta à confiança perdida e que, teimosamente, cala as contantes e incompreensíveis críticas de que é alvo por parte dos seus próprios adeptos (quem faz um golo como o de ontem, não é tosco meus amigos).
Depois do jogo, ouvi alguns cronistas da nossa praça. Uma das "desculpas" para a grande exibição do Benfica que alguns apresentaram, era que o Manchester United não teria jogado com o seu melhor onze. Não concordo de todo. Talvez a equipa no Mundo que faz a maior rotação de jogadores ao longo da época, é o United. E tanto o faz num jogo da Champions, como na Premier League, independentemente da importância do mesmo, mantendo, normalmente, a qualidade que se sabe. Se virmos bem, o único jogador claramente titular (e durante o resto da época, vamos verificar isso) é Rooney. Os outros vão sendo substituídos, consoante a estratégia e a gestão de esforço que Fergusson (a propósito, se não tivesse legendas, eu não conseguiria perceber nada do que o homem diz...) tão bem faz.
Com bom benfiquista, não estou feliz. A vitória é sempre o objectivo e festejar empates e vitórias morais, deixo para os vizinhos... Contudo, estou contente e orgulhoso da equipa. Comentava no final do jogo com os meus comparsas de ida à bola, que o Benfica provou, claramente, que tem melhor plantel que o ano passado e que, acima de tudo, ontem tinhamos ganho uma equipa que se bate, sem receios, com qualquer adversário. Não foi uma vitória, é certo, mas deixa esperança para o que aí vem. Além disso, empatar com o favorito do grupo, não é um resultado negativo, num grupo onde acho as outras duas equipas, claramente, inferiores (não confundir com desrespeito).
Agora voltemos aos assuntos internos. Venha a promissora Académica (cuidado...) e a ida ao campo de golfe das Antas, onde acredito que, com uma atitude igual à de ontem, a vitória pode acontecer (perder é mesmo proibido).
Costumo dizer que no Benfica, tenho sempre fé. Com o que demonstraram ontem, a fé do costume fica redobrada. Força rapazes!
PS: Desde muito menino, que estou e vejo o Estadio da Luz (o velho e o novo) cheio e com um ambiente infernal. Contudo, a sensação de estar no meio daquilo, é sempre como se fosse a primeira vez. Impressionante!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O Pó. A Sensual. A Celebração. O Deus. Os Cool.
Sim, o título é horrível. Mas apeteceu-me. Ajuda-me a explanar em retrospectiva, as minhas 3 noites do Meco (ou mais ou menos lá...).
Começemos pelo pó. Não é agradável, de facto. De qualquer modo, ali não se pode esperar outra coisa e como eu acho que quem quer estar naquele ambiente e, sobretudo, quem gosta das bandas que passaram e passarão (diz-se, pelo menos, nos próximos 10 anos) por aquele local, não se importa muito de ficar castanho, com os olhos vermelhos e com uma ranhoca preta. Suporte-se ou não, é a imagem de marca deste festival e pronto.
Vamos à música. A sensual Lykke Li, encheu-me as medidas na primeira noite. Um espectáculo muito bom, visualmente muito interessante e canções que talvez merecessem mais o palco principal, do que outros que por lá passaram. De resto, Lykke Li, tem a melhor canção de 2011 (assumo por antecipação isto), "Sadness Is A Blessing".
A celebração foi no dia seguinte. O concerto de Arcade Fire, tal como desabafei noutro local, foi daqueles que ficam na memória para todo o sempre e só quem lá esteve o pode perceber. Uma festa magnífica, hinos incontornáveis, coros assombrosos e uma banda maravilhosa em palco, que dá tudo, mas mesmo tudo, em cima dele. Fantásticos!
Ontem vi um deus. Um deus com uma guitarra. Slash é um figurão. Estar a escassos metros de alguém que desde putos, vemos como um ícone, não é todos os dias. Óbvio, que foi com os temas dos Guns que a coisa aqueceu. Se "Nightrain" deu o mote para o início do pó a sério, "Sweet Child O'Mine" emocionou. Ver aquele gajo a tocar à minha frente, uma das canções mais perfeitas da história do rock n' roll, é um momento único e inesquecível.
A seguir, The Strokes. A banda pela qual mais ansiei e o principal motivo para me ter sujado. Grande concerto. Simples mas eficaz. O rock n' roll mais cool que se ouviu nos últimos 10 anos. Tal como li algures hoje, foi um concerto para "duros". Um concerto de rock a sério, com os clássicos (sim, já o são) de uma geração que cresceu a ouvi-los. Faltou uma ou outra. Mas foi bom e não há razões de queixa. O rock n' roll quer-se directo. Se for cool, melhor. E esta será, provavelmente, a banda mais cool e iconográfica dos últimos 10 anos.
Para o ano, há mais. Com pó, com certeza.
Começemos pelo pó. Não é agradável, de facto. De qualquer modo, ali não se pode esperar outra coisa e como eu acho que quem quer estar naquele ambiente e, sobretudo, quem gosta das bandas que passaram e passarão (diz-se, pelo menos, nos próximos 10 anos) por aquele local, não se importa muito de ficar castanho, com os olhos vermelhos e com uma ranhoca preta. Suporte-se ou não, é a imagem de marca deste festival e pronto.
Vamos à música. A sensual Lykke Li, encheu-me as medidas na primeira noite. Um espectáculo muito bom, visualmente muito interessante e canções que talvez merecessem mais o palco principal, do que outros que por lá passaram. De resto, Lykke Li, tem a melhor canção de 2011 (assumo por antecipação isto), "Sadness Is A Blessing".
A celebração foi no dia seguinte. O concerto de Arcade Fire, tal como desabafei noutro local, foi daqueles que ficam na memória para todo o sempre e só quem lá esteve o pode perceber. Uma festa magnífica, hinos incontornáveis, coros assombrosos e uma banda maravilhosa em palco, que dá tudo, mas mesmo tudo, em cima dele. Fantásticos!
Ontem vi um deus. Um deus com uma guitarra. Slash é um figurão. Estar a escassos metros de alguém que desde putos, vemos como um ícone, não é todos os dias. Óbvio, que foi com os temas dos Guns que a coisa aqueceu. Se "Nightrain" deu o mote para o início do pó a sério, "Sweet Child O'Mine" emocionou. Ver aquele gajo a tocar à minha frente, uma das canções mais perfeitas da história do rock n' roll, é um momento único e inesquecível.
A seguir, The Strokes. A banda pela qual mais ansiei e o principal motivo para me ter sujado. Grande concerto. Simples mas eficaz. O rock n' roll mais cool que se ouviu nos últimos 10 anos. Tal como li algures hoje, foi um concerto para "duros". Um concerto de rock a sério, com os clássicos (sim, já o são) de uma geração que cresceu a ouvi-los. Faltou uma ou outra. Mas foi bom e não há razões de queixa. O rock n' roll quer-se directo. Se for cool, melhor. E esta será, provavelmente, a banda mais cool e iconográfica dos últimos 10 anos.
Para o ano, há mais. Com pó, com certeza.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
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