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terça-feira, 11 de junho de 2013

Psicanálise com os Muse

Juro que nem sequer ia a pensar no assunto. O dia tinha sido bem passado e preenchido e eu estou de férias de bola. Contudo, quando saí da estação de metro (ou do andante) e comecei a ver as paredes do estádio, algo se alterou. De repente, só via "Kelvins" à minha frente a rematarem cruzado e "Artures" completamente batidos e desesperados a verem a bola entrar. A cada passo que dava, mais a imagem se repetia na minha cabeça. Coincidência ou não, o palco estava situado, precisamente, no lado onde Artur sofreu o golo e a porta por onde entrei, dava acesso à bancada onde os adeptos adversários do Porto costumam ser colocados. Ao descer aquela bancada para aceder ao relvado e com a imagem de Kelvin a festejar, continuamente, a surgir na minha cabeça, consegui olhar ao meu redor e imaginar aqueles milhares de benfiquistas que estariam naquela bancada, incrédulos, cabisbaixos, agarrados à cabeça e de lágrimas a escorrer pela cara. E o Kelvin continuava a rematar e a festejar... Outra coincidência, foi a dos meus amigos e namorada se terem encaminhado, precisamente, para perto do local onde o rapazinho brasileiro fez o golo da vida dele. Enquanto a imagem se repetia e repetia, quase que tive tentado a correr em direcção do brasileiro e pregar-lhe uma rasteira ou fazer uma daquelas faltas feias em "carrinho". Mas depressa percebi que no meu lugar estava Roderick e que eu já nada poderia fazer.

Quando entraram os We Are The Ocean, tentei abstrair-me do meu pesadelo. Em vão... A banda é competente, é um facto. Mas é mais do mesmo. Não digo que um dia não possam chegar à RFM ou à Comercial, mas não trarão nada de novo ou, pelo menos, algo que a mim me possa interessar por aí além. E o Kelvin continuava a marcar e o Artur, completamente batido, continuava a contemplar a bola a entrar e o campeonato a fugir...

Depois vieram os Muse. Um fantástico concerto. Musicalmente perfeito, um som fenomenal e uma produção visual brutal. Sou insuspeito de o dizer, porque nem sequer sou um fã incondicional da banda e, provavelmente, se não fossem as influências de terceiros, nem sequer tinha ido ao espectáculo. Os Muse não sendo uma banda que, musicalmente, me encha as medidas, têm personalidade (mesmo com todas as referências óbvias, que os mesmos não fazem a mínima questão de esconder), originalidade e têm provavelmente o maior "performer" do rock actual, Matt Bellamy (à parte, o infeliz momento em que, por segundos, esteve com um cachecol da equipa do Kelvin ao pescoço). Se juntarmos a isto tudo, uma produção de estádio fantástica, que não se limita a ser uma produção para "encher chouriços", mas que, para além da grandeza, consegue ser pertinente e verdadeiramente original, temos todos os condimentos reunidos para que os britânicos sejam, no presente, os líderes da Liga dos Campeões do pop-rock mundial.

Os Muse conseguiram que o Kelvin aparecesse menos vezes à minha frente e isso, por si só, já merece um obrigado. Foi como se tivessem ao meu lado, a ajudar-me a enfrentar os meus piores pesadelos. E uma sessão de psicanálise com os Muse a tocar, é um luxo que poucos conseguem ter.

P.S.: O Estádio do Dragão, é o segundo estádio mais bonito do país.

P.S.2: A dada altura, até uma bandeira do Vitória de Guimarães tinha que aparecer...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Nelson Oliveira: opção certa, aconteça o que acontecer

No futebol ou na vida, as opções devem ser tomadas. Podemos errar ou acertar. Podemos avaliar os prós e os contras. Mas há que tomar decisões. E depois de decidido, não há "ses".

Na minha opinião, Nélson Oliveira e Roderick, foram muito bem emprestados ao Corunha. No Benfica, não teriam o espaço suficiente para assumir a titularidade e sendo eles daqueles jogadores que não enganam e na idade em que estão, seria uma pena para eles, para o seu futuro e para o futuro do Benfica, que eles passassem um ano a jogar de vez em quando ou, numa outra opção, serem emprestados novamente a clubes de menor dimensão da nossa liga ou a clubes de outras ligas de menor dimensão. Qualquer uma destas hipóteses, certamente não ajudaria nada à sua evolução como jogadores e seriam opções que, provavelmente, poderiam desmotivá-los.

O Corunha, está longe de ser um grande em Espanha. Mas joga numa das melhores ligas do mundo, onde jogam os dois melhores jogadores do planeta e, certamente, é uma solução que os motiva e que poderá contribuir para a sua evolução e amadurecimento como jogadores.

E voltando à parte inicial deste texto, quem acredita como eu que esta foi a melhor solução, não poderá mudar a sua opinião, baseando-se naquilo que será a época do Benfica. Quem agora diz, como eu, que esta foi a melhor decisão, não poderá daqui a uns meses, caso as coisas corram mal, caso Cardozo ou Rodrigo não marquem, caso os centrais não correspondam, pôr em causa a mesma.

O cenário actual é este: Cardozo e Rodrigo, mesmo que não simpatizemos com os estilos destes e por mais que queiramos ver um jogador português e formado nas escolas do Benfica, como ponta-de-lança da nossa equipa, temos que admitir que nenhum destes dois fica atrás de Nélson Oliveira no rendimento e, no caso de Rodrigo, no potencial de futuro que também este poderá ter para o Benfica. No caso de Roderick, o caso ainda mais consensual me parece. Luisão e Garay, são os melhores centrais deste campeonato e ninguém põe em causa que serão estes os centrais titulares. Roderick poderia ser o central suplente. Uma segunda opção. Mas será que isso o ajudava a evoluir? Parece-me que não.

As decisões são tomadas, segundo os cenários que temos no presente. Há prós e contras sempre. Mas as decisões existem para serem decididas. E depois de tomadas e aceites, não deve haver segundas leituras. Aceito que não se concorde. Não aceito que se diga que a mesma não tem lógica. Não concordo com algumas opções tomadas na composição deste plantel, mas com esta concordo em absoluto. No final da época, aconteça o que acontecer, mesmo que tudo corra mal, repetirei que concordei com a decisão. A coerência é uma coisa bonita. A honestidade intelectual também. E lançar "bombas" só porque há que dizer mal, é feio. Mesmo que estejamos a falar de bola.

P.S.: A propósito daquilo que não concordo ou não entendo, para quê tanto extremo? Será tão difícil, encontrar, no mínimo, um "Dimas" para jogar a defesa-esquerdo?