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terça-feira, 7 de maio de 2013

Nem 80, nem 8

Não é para me armar em bruxo, até porque falar depois é fácil. Mas sempre disse que este jogo com o Estoril ia ser complicado (tenho testemunhas). Todos falavam do Marítimo, do Sporting e eu acrescentava sempre o Estoril. Não só pelo campeonato que têm feito, mas também pelo momento em que o jogo ia acontecer (depois da meia-final com os turcos). Infelizmente, não me enganei... Claro que se me perguntarem se não estava confiante para o jogo de ontem, eu responderia, obviamente, que estava. Mas nunca achei que fosse fácil. Confirmou-se.

Primeiro, porque o Estoril joga realmente à bola e é uma equipa bem orientada , que sabe o que está a fazer dentro de campo. Depois a equipa do Benfica, num jogo onde até entrou bem, está mais do que cansada. Penoso, foi o adjectivo que me veio à cabeça ao ver o estado em que alguns jogadores do Benfica abordaram a parte final deste jogo. A juntar a tudo isto, o jogo de ontem é daqueles onde a Lei de Murphy faz todo o sentido. Quando se juntam lesões, expulsões ridículas e "frangos" a tudo o que eu referi em cima, é de facto difícil ganhar o jogo.

Tenho defendido a rotatividade que Jesus e bem, tem promovido no plantel ao longo dos jogos dos últimos meses. Não dá para tudo e um plantel que quer ganhar títulos, não pode jogar sempre com os mesmos. E, diga-se, a coisa até tem corrido bem. Com essa rotatividade, os resultados e os objectivos têm vindo a ser cumpridos. Por isto mesmo, não entendi bem porque é que o treinador não mudou dois ou três jogadores, em relação ao jogo de quinta-feira. Porque não Jardel, no lugar de um dos centrais? Porque não Rodrigo de início, no lugar de um dos avançados? Porque não Ola John, no lugar de um dos extremos? Depois, as substituições que foram feitas e aquela que não aconteceu, também me merecem reparos. Se a entrada de Carlos Martins para o lugar de Enzo, parece-me lógica (independentemente da estupidez da expulsão de Carlos Martins, onde mais uma vez demonstrou que o seu cérebro sofre de paragens graves), a entrada de Rodrigo para extremo-esquerdo já não me parece lógica. Se é para colocar um extremo e se temos Ola John no banco, não será mais lógico que seja este a entrar? Parece-me óbvia a resposta. E depois ainda temos uma substituição que não foi utilizada. Ora, se a equipa está claramente cansada, ainda por cima, reduzida a dez, não seria prudente colocar mais um jogador e refrescar a equipa? E jogadores com vontade de sair por cansaço, não faltavam...

Posto isto, nada está perdido. Se me perguntam se estou muito confiante para o Dragão, respondo que não estou. Mas de modo algum, sinto que o Benfica esteja já derrotado. O maior receio que tenho, é mesmo o estado fisíco da equipa e o meu maior lamento, é não podermos ir lá com a tranquilidade necessária para gerir também o jogo com o Chelsea. Mas é a vida. Ninguém disse que isto era fácil e o Benfica continua na frente do campeonato, na final da Liga Europa e na final de Taça. Estamos na semana do tudo ou nada e a ver vamos no que dá. A minha única certeza, é que eu e mais uns milhões estaremos sempre com a equipa. Haja alguém que durante a semana e antes de entrarem no estádio das bolas de golfe e das galinhas em campo, os relembre disto.

Ah e para que não fiquem dúvidas, apesar das críticas que fiz neste texto, não hesito em repetir que, por mim, Jesus ficava.